O pecuarista Antônio José Junqueira Vilela Filho, conhecido como AJ Vilela é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF) sob a suspeita de comandar o maior esquema de desmatamento detectado na Amazônia.
Vilela foi preso preventivamente na operação Rios Voadores, e denunciado pelo MPF por submeter pessoas a trabalho escravo, além de ter sido alvo de mais uma ordem judicial de prisão preventiva, cumprida na terça-feira (9), em São Paulo, na penitenciária de Tremembé.O novo decreto de prisão fundamentou-se em provas que apontam AJ Vilela como líder de um grupo que em 2015 tentou matar a trabalhadora rural sem-terra Dezuíta Assis Ribeiro Chagas.
Caso
A tentativa de assassinato ocorreu no acampamento 1º de Maio, na cidade de Euclides da Cunha Paulista, no interior de São Paulo, na região conhecida como Pontal do Paranapanema. O acampamento estava instalado ao lado da fazenda Rio Alegre, chamada de fazenda AJJ. AJJ é como é conhecido o pai de AJ Vilela, Antônio José Junqueira Vilela.
O inquérito policial que apurava a tentativa de homicídio havia sido arquivado por falta de provas. A prisão decretada esta semana, foi solicitada à Justiça pela Promotoria de Teodoro Sampaio, o pedido só foi possível porque o MP paulista utilizou provas coletadas nas investigações da operação Rios Voadores para oferecer a nova denúncia contra AJ.
Os diálogos colhidos nas interceptações telefônicas conduzidas pelo MPF, compartilhadas com o MPE, permitiram esclarecer a autoria dos crimes de tentativa de homicídio e outros praticados por AJ e seu grupo na região oeste de São Paulo.
AJ está preso por força das provas que apontam que ele é o autor de crimes de desmatamento de mais 300 km quadrados em Altamira, submissão a trabalho escravo, fraudes financeiras e outros relacionados a Operação Rios Voadores, no Pará, e também como acusado da prática de tentativa de homicídio e outros crimes no Pontal do Paranapanema, em São Paulo.
(Com informações do MPF)
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