Há 6 dias, os moradores das Alamedas A e B do Conjunto Marilda Nunes, no bairro do Curió-Utinga, em Belém, estão sem água. O conjunto fica ao lado do Complexo Bolonha, um dos mananciais de Belém administrados pela Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa).
“Nós deveríamos ser privilegiados por morar tão perto do Bolonha, mas também sofremos desse descaso”, desabafa a artesã Olinda Rodrigues, de 62 anos.
Na residência da dona de casa Maria Raimunda Nascimento, de 47 anos, a roupa e a louça acumularam. “Carrego baldes e mais baldes de água”, reclama.
Para fazer comida, ela diz que compra cerca de 3 garrafões de água mineral, o que lhe custa R$15 diários. Já a dona de casa Wanda Paiva, de 58 anos, apara água de uma torneira próxima ao chão.
“Carregar balde d’água todos os dias é um verdadeiro sacrifício, porque também cuido da minha mãe que já tem 85 anos”, ressalta. “No chuveiro não tem água. A gente precisa carregar bastante água, o suficiente para a descarga do sanitário, o banho e para a limpeza”, descreve.
OUTRO LADO
A assessoria da Cosanpa informa, em nota, que um vazamento dentro de uma escola é o responsável pela falta de água no conjunto Marilda Nunes, no Curió-Utinga.
O serviço de reparo está sendo feito, mas, segundo a Companhia de Saneamento, não há prazo para conclusão e volta da água.
(Wal Sarges / Diário do Pará)
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