Várias mulheres, idosos e crianças de colo frequentam todos os dias a unidade de saúde, para vacinação, consultas e curativos. Enquanto aguardam o atendimento, ficam todos em uma área aberta, com bancos de madeira, sem ventilador ou ar-condicionado, em temperaturas médias de 30°C no mês de agosto. Tudo isso, para piorar, sem nenhum bebedouro ou água mineral disponível aos pacientes. Essa é a situação da Unidade Básica de Saúde (UBS) de Ananindeua, localizada na estrada do Maguari, que oferece estrutura inadequada aos moradores.
“Fazia cinco anos que eu não vinha aqui, e senti o impacto de que a situação piorou muito. Antes tinha bebedouro, o banheiro dava para usar, mas agora não. As condições estão péssimas”, disse a dona de casa Daiane Oliveira, 29 anos, ao sair da UBS de Ananindeua na manhã de ontem.
Ela contou que fez o pré-natal do filho de 5 anos e, desde então, não voltou mais ao local. Agora, quis voltar à unidade de saúde da cidade e se surpreendeu quando viu a situação. “O atendimento continua bom, mas não tem a mínima infraestrutura. Fui marcar exames de rotina para o meu filho e só consegui para daqui a um mês”, relatou a dona de casa.
CALOR E APERTO
A dona de casa Elane Barbosa, 22 anos, era uma das mães que aguardavam no sufoco com Keyce Natalie, a filha de 1 ano, para fazer a vacinação da criança. Como mora próximo ao posto de saúde, sempre que precisa de cuidados ela se dirige à unidade. “Está complicado aqui, e é sempre assim, ainda mais com criança pequena. Não tem nem como a gente usar esse banheiro, pois corremos até risco de escorregar e cair”, reclamou a mulher, apontando para o lavabo feminino, que estava com o chão escorregadio, sujo e sem papel higiênico.
Elane denunciou que chega a esperar uma hora pelo atendimento, e nessa espera, a pequena Keyce fica agoniada com o calor e o mau cheiro. Quando vai beber água, precisa sair da unidade de saúde e comprar de ambulantes do lado de fora. “É uma situação bem ruim, porque a gente vem atrás de melhora e encontra a unidade de saúde nesse estado”, declarou a dona de casa.
(Alice Martins Morais/Diário do Pará)
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