Cerca de 33% dos eleitores paraenses não têm o ensino fundamental completo, segundo levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Isso representa mais de 1,8 milhão de votantes, do total de 5,5 milhões registrados do Estado. “Quando temos mais de 1/4 do eleitorado paraense com esse nível de ensino, significa que algo está errado na nossa educação, e se torna um desafio ter eleição crítica e consciente”, afirma a cientista política e professora da Universidade da Amazônia (Unama) Fátima Fonseca.
Segundo ela, o eleitor com baixa instrução geralmente tem mais dificuldade em ir atrás da informação, acompanhar a política durante o mandato, checar boatos ou confirmar dados. Desse modo, o eleitor com menor escolaridade tem carência em avaliar o comportamento do candidato e comparar à sua gestão governamental. “Ele pode enxergar a simpatia, a boa oratória e a boa postura do político e ter a impressão de que nele se pode confiar, enquanto o que realmente importa são as ações de seu governo”.
INFLUÊNCIA
Para a cientista, as eleições de outubro próximo têm importância grande, porque se trata de onde o cidadão vive. E quando se fala em município, é preciso levar em consideração também que o local onde a pessoa vive por vezes influencia no seu grau de informação e escolha na hora de votar. “Quem está na cidade-sede geralmente obtém mais informações”.
Perfil do eleitor
Segundo o TSE, 33% dos eleitores paraenses têm o ensino fundamental incompleto
Índice representa 1,8 milhão do eleitorado
Grau de instrução é maior nas áreas centrais das cidades
Eleitor leigo, em geral, não reclama seus direitos
(Alice Martins Morais/Diário do Pará)
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