Planejar com antecedência as despesas escolares do começo de ano é o caminho para evitar maiores impactos no orçamento familiar, sobretudo quando os pais enfrentam algum tipo de dificuldade para manter os filhos na escola. Matrícula, material escolar, uniforme, mensalidade, transporte e até o lanche da hora do recreio são gastos que precisam ser colocados na ponta do lápis todos os anos.
A ideia é simples: se as finanças estão comprometidas, antes de buscar negociar os valores como a rematrícula e mensalidade ou até pensar em trocar os filhos de instituição de ensino, é recomendável fazer um levantamento da situação financeira da família. Isto também é válido para quando há parcelas da mensalidade em atraso. Com o diagnóstico é possível sim reduzir as despesas, principalmente o que for supérfluo, para estabelecer o valor que será destinado exclusivamente aos gastos escolares. “Se não é possível permanecer na escola, tente outra com a mesma qualidade, com valor mais baixo”, orienta a diretora pedagógica da Dsop Educação Financeira, Ana Rosa Vilches.
MENSALIDADES
No Pará, com a elevação do índice de inflação, que chegou a quase 12% em 2015, as instituições de ensino não fecham mais acordo para estipular o valor de reajuste. Supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos do Pará (Dieese/PA), Roberto Sena explica que para 2017, ainda existe uma incerteza da forma como os valores serão definidos.
Roberto Sena ressalta que, no momento, a inflação está em 9,5%. Mas a tendência é que este percentual reduza até chegar a 7,5% no final do ano. “Vamos tentar fazer esse acordo, mas não é garantido”, avisa o economista.
REAJUSTE PARA 2017
Desde 2015 as escolas de Belém não fecham mais um acordo único para o reajustes.
Para 2017, Roberto Sena estima que a inflação reduza para 7,5%. Percentual que serve de parâmetro do reajuste.
(Pryscila Soares/Diário do Pará)
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