Quem olha pela parte de baixo, observa que as estruturas das passarelas da rodovia BR-316, em Ananindeua, estão comprometidas. Há grades enferrujadas, pilares de sustentação quebrados e pouca iluminação. Quem passa por ali diariamente tem que subir e descer em meio à sujeira e fedor de urina. “Está nojenta. As pessoas urinam. Defecam”, reclama a aposentada Ligia Jeres, 68 anos. Nos cantos, há sacolas de lixo espalhadas e caixotes de feiras.
“Isso aqui está horrível. Tudo podre. Tenho até medo de atravessar”, diz Yasmim Silva, 18, anos. A doméstica mora em Águas Lindas, e trabalha na Guanabara. Todos os dias ela precisa usar a passarela próximo ao Hospital Metropolitano.

Ferrugem cobre os corrimões. (Foto: Pedro Guerreiro)
INSEGURANÇA
Na passarela, os camelôs ocupam o espaço dos pedestres que precisam desviar das
bancas para passar.
“À noite fica escuro e a bandidagem aproveita”, reclama o aposentado Isaac Monteiro, 67 anos. Na passarela, os camelôs ocupam o espaço dos pedestres que precisam desviar das bancas para poder transitar.

Usuários reclamam do acúmulo de lixo nas estruturas. (Foto: Pedro Guerreiro)
FIAÇÃO
Já na passarela à frente de uma universidade particular há riscos de choques elétricos. É que as fiações das barracas dos ambulantes que ficam na calçada estão enroladas nos
corrimões e pilares.
A Secretaria Municipal de Saneamento e Infraestrutura (Sesan) disse que está fazendo estudo técnico de remanejamento dos ambulantes. Já a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Seurb) disse que a limpeza ocorre três vezes na semana, apesar da responsabilidade ser do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Contatados, o Dnit e a Polícia Militar não enviaram resposta.
(Roberta Paraense/Diário do Pará)
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