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Pedreira do samba... e dos problemas

A cada dia, parece que as ruas mudam. E poucas coisas lembram o passado tranquilo e sem muito aglomeramento”. Estas são as impressões do feirante Nilo Costa de Oliveira. Sua história de vida está diretamente relacionada ao bairro da Pedreira, em Belém, o

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A cada dia, parece que as ruas mudam. E poucas coisas lembram o passado tranquilo e sem muito aglomeramento”. Estas são as impressões do feirante Nilo Costa de Oliveira.

Sua história de vida está diretamente relacionada ao bairro da Pedreira, em Belém, onde nasceu e foi criado, na travessa Angustura.

Aos 71 anos, Nilo sente orgulho de falar sobre sua origem, mas tem saudades da tranquilidade do bairro, localizado entre as regiões central e periférica da cidade, hoje cheio de problemas.

O bairro de mercado sortido e comércio que entra pela noite com as portas abertas, tem sofrido com a ação desenfreada de assaltantes, com o lixo que se acumula nas margens dos canais - como o da Visconde -, além das constantes queixas de moradores com a má prestação de serviços básicos, como o abastecimento de água.

No mês passado, o DIÁRIO chegou a mostrar a iniciativa de moradores do bairro que, cansados de esperar pela Prefeitura e insatisfeitos com os serviços de coleta de lixo, limparam a área da Avenida Marquês de Herval. O grupo chegou a comemorar o fato de estar há 1 mês sem lixo.

A todo dia, também surgem notícias de assaltos, inclusive com reféns, o que tem tirado muito do brilho do bairro.

Ontem, por exemplo, uma atendente de farmácia foi feita refém por uma assaltante com uma faca e declarou um sentimento comum a quem mora no bairro: “Tive medo!” (mais detalhes na edição de hoje do DIÁRIO, no caderno Polícia, página 3).

Morar na Pedreira é viver entre esses contrastes. É misturar a boemia tradicionalista às bucólicas ruas com casas térreas, assombradas pela falta de cuidado das autoridades.

SAMBA

Problemas à parte, a associação da Pedreira com o samba e o amor continua forte. A referência foi dada pela escritora Eneida de Moraes, que também foi carnavalesca.

“Aqui, se reuniam grandes sambistas, poetas, músicos, nos bares e clubes sociais, que ficavam na Pedro Miranda”, conta Help Luna, 58 anos, presidente da Embaixada de Samba do Império Pedreirense.

A coroação do apelido se fortaleceu com a inauguração da a Aldeia Cultural Amazônica Davi Miguel, palco de eventos carnavalescos.

Moradora do bairro, dona Francisca criou duas filhas e 12 sobrinhos e garante que "falta melhorar o atendimento no posto de saúde e a segurança". (Foto: Fernando Araújo)

Moradores dão soluções para os problemas

- Mais dias de coleta de lixo. Se fosse possível, diariamente.

- Mais ronda de polícia. Colocar guardas municipais, próximos às praças e às academias públicas.

- As árvores deveriam ser mais cuidadas.

- Os agentes de trânsito poderiam orientar os pedestres que andam na ciclovia.

PROXIMIDADE - O BAIRRO DA PEDREIRA FAZ LIMITE COM:

- Bairro do Marco, a leste

- Bairros do Umarizal e Fátima, ao sul

- Bairros do Telégrafo e Sacramenta, a oeste

- Bairro do Souza, ao norte

(Roberta Paraense/Diário do Pará)

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