plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 23°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Incêndios estão relacionados à fiação elétrica

No início da madrugada do dia 23 de julho do ano passado, o comerciante Agnaldo Araújo, de 40 anos, dormia no segundo andar de um casarão antigo, na rua Santo Antônio, no centro comercial de Belém, onde funciona a loja de confecções que gerencia. Foi quan

twitter Google News

No início da madrugada do dia 23 de julho do ano passado, o comerciante Agnaldo Araújo, de 40 anos, dormia no segundo andar de um casarão antigo, na rua Santo Antônio, no centro comercial de Belém, onde funciona a loja de confecções que gerencia. Foi quando ele acordou com o forte cheiro de fumaça e o barulho vindo do lado de fora. Ao abrir a janela do quarto, se deparou com o fogaréu dominando três outras lojas de roupas em frente.

“Foi um desespero grande. A quentura era muito forte. Cheguei a pensar que pudesse passar para dentro de casa”, lembra. E esse não foi o primeiro incêndio que Agnaldo presenciou. No dia 14 de junho deste ano, também durante a madrugada, outra loja de roupas, dessa vez na rua João Alfredo, foi totalmente destruída pelas chamas.

Ambos os imóveis são centenários, assim como boa parte dos casarões da região central da capital. Diversos fatores contribuem para esses incidentes. De acordo com o capitão Jânio Costa, chefe da seção de Atividades Técnicas do 21º Grupamento Bombeiro Militar, as paredes da maior parte dos imóveis são de barro, o piso é tabuado e muitos possuem fiações antigas.

Além disso, os espaços funcionam como galpões de produtos que podem propagar o fogo, como plástico e roupas. Do lado de fora desses prédios, é possível perceber que existe uma bomba relógio nos postes, com fiação elétrica entrelaçada ou improvisada. Fios deteriorados, que encostam nas paredes e podem provocar um curto-circuito a qualquer momento.

CONSULTA

É o caso de uma loja de artigos de utensílios, na rua 28 de setembro. O motorista Marcos Sousa, de 38 anos, que trabalha às proximidades, diz que se tornou comum esses incidentes. “A gente que trabalha aqui convive com esse medo. É um risco que a gente corre todos os dias”, comenta.

O capitão Jânio afirma que o maior problema está dentro dos imóveis. “As pessoas devem consultar um profissional para saber se o sistema elétrico da casa vai suportar a carga de eletrodomésticos ou equipamentos eletrônicos. Quando não há o dimensionamento da fiação elétrica, não é difícil acontecer os curtos-circuitos”, afirma.

Os bombeiros orientam alguns cuidados para evitar propagação do fogo, como evitar deixar material combustível, como tecido, papel e caixas no mesmo local, manter extintores de incêndio carregados, fazer a manutenção elétrica com frequência, com trabalhador especializado e garantir a vistoria do Corpo de Bombeiros pelo menos uma vez no ano.

(Michellle Daniel/Diáfrio do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!