Servidores da Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Estado do Pará (Prodepa) iniciaram a greve da categoria nesta segunda-feira (12). Segundo a categoria, o movimento é para cobrar uma posição do Governo sobre uma série de reivindicações, inclusive o reajuste salarial, o qual o governo teria proposto não haver reajuste neste ano.
Os trabalhadores se concentraram em frente à sede da Prodepa, na avenida Augusto Montenegro, próximo à entrada do Conjunto Maguari. “Todo ano fazemos a negociação. Dessa vez, fizemos oito mesas de negociação e não tivemos nenhum avanço, o Governo propõe reajuste de 0%. Dizem que não vão dar nada de reposição”, afirma Pedro Leite, Secretário-Geral do sindicato da categoria.
“Pedimos a revisão do acordo coletivo total, que inclui diversos pontos, como a reposição, data base, auxílio creche, alimentação, entre outros pontos. A reposição oficial ficou com 9.82%, mas nem isso o governo oferece. Fala em crise, mas o trabalhador não é culpado disso. O problema é que sempre querem quebrar a corrente no elo mais fraco”, continuou Pedro.
Os servidores devem manter atos públicos em frente ao órgão enquanto continuar a greve, sem previsão de fim. Eles ainda afirmam que não há uma nova mesa de negociação marcada, mas que “estamos sempre abertos a negociar, mas queremos que o Governo apresente uma proposta decente, concreta e justa”, completou o secretário.
Em nota, a Prodepa informa que os serviços prestados pela empresa não foram prejudicados com a greve e permanecerão sendo efetuados. Nos últimos anos, o governo estadual priorizou a elevação da remuneração e a concessão de reajustes que garantissem a reposição inflacionária do período e ganhos reais para todas as categorias, evitando, desta forma, o acúmulo de perdas salariais.
A Prodepa informa ainda, que propôs o reajuste no vale alimentação de 9,82%, mas que infelizmente os empregados optaram pela greve.
(DOL)
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