Após 7 meses, a Comissão de Estudo para Reforma do Ensino Médio no Estado do Pará, da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), revelou um diagnóstico assustador do Ensino Público oferecido aos estudantes pelo governo Simão Jatene. Taxa de abandono acima da média nacional e regional, redução de escolas que ofertam o ensino médio, sobretudo na área rural e, por fim, escolas precárias, insuficientes e com estruturas inadequadas. O documento será entregue ao governador do Estado e à secretária de Educação, Ana Cláudia Hage.
Além disso, segundo o relatório, 70% da rede estadual de educação não possuem adequações físicas de acessibilidade para pessoas com deficiência, não há a implementação da lei que disciplina a realização de eleições diretas para direção e vice-direção nas escolas públicas estaduais; e há uma carência de professores formados nas disciplinas de Física, Química, Matemática e Biologia no interior do estado.

Carteiras joghadas em qualquer canto: cenário caótino no Pará. (Foto: Ney Marcondes/Diário do Pará)
Segundo levantamentos do relatório, o Estado do Pará possui a segunda pior taxa de escolarização bruta no Ensino Médio da região, a pior taxa de escolarização líquida na região nesse nível de ensino e se destaca por ter um dos maiores índices nacionais de abandono do Ensino Médio.
OBJETIVO
Segundo o relator da Comissão de Estudo, o deputado estadual Dirceu Ten Caten (PT), o objetivo do trabalho do grupo não foi o apontar culpados, mas construir um diagnóstico da situação do Ensino Médio no Estado e buscar soluções conjuntas com todos os órgãos e esferas de poder. “Infelizmente, figuramos como o pior Ideb do Brasil, pelo 4ª ano consecutivo”, disse o deputado. “É importante que a Assembleia Legislativa não aponte apenas culpados para o problema, mas que faça algo para tentar reverter isso”, destacou.
Segundo ele, a Comissão de Estudos foi uma resposta para a sociedade que se colocou à disposição para enfrentar o problema”. A comissão ouviu, de acordo com ele, 2 mil pessoas, entre professores, alunos, pais de alunos, Seduc, sindicatos, comunidades indígenas e todos os setores da sociedade.

(Diário do Pará)
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