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População faz caminhada pedindo paz em Belém

A estudante Adriely Santos, de 22 anos, lembra que por volta das 20h do dia 29 de agosto passado, no bairro do Jurunas, em Belém, o amigo Washington Cardoso, também de 22 anos, saía de casa para o trabalho quando foi brutalmente assassinado na porta de ca

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A estudante Adriely Santos, de 22 anos, lembra que por volta das 20h do dia 29 de agosto passado, no bairro do Jurunas, em Belém, o amigo Washington Cardoso, também de 22 anos, saía de casa para o trabalho quando foi brutalmente assassinado na porta de casa com 10 tiros. Até o momento, os criminosos que estariam dentro de um carro prata não foram localizados e, para ela, ele pode ter sido morto por engano. "Não tinha envolvimento com nada errado. Não tinha motivos. Uma covardia que fizeram", lamenta.

Assim como familiares de Washington, que até hoje buscam por justiça, moradores dos bairros do Jurunas e Condor se vestiram de branco e, segurando cartazes e faixas de apelo pela paz e pela vida, saíram em caminhada na manhã deste domingo (18) por ruas até a Praça Batista Campos.

A marcha iniciou na avenida Roberto Camelier, seguiu por vias do bairro, passando pela igreja de Santa Terezinha, e partiu até a praça, onde foi realizado um ato público. Segundo os participantes, a ideia é chamar a atenção da sociedade e das autoridades para a violência que assola esses bairros e também toda a capital paraense, além de unir a comunidade e conscientizar que o problema é de todos.

De acordo com a educadora Cecília Moraes, de 47 anos, uma das organizadoras do movimento, a "Caminhada pela Paz e Respeito pela Vida" surgiu a partir da angústia de familiares e vizinhos de pessoas vítimas da violência que vivem assustados com os inúmeros casos como roubos e assassinatos, principalmente envolvendo jovens, pais de família e policiais. Cecília acredita que o problema de segurança pública é generalizado. "Todo dia a gente sabe de alguém que foi vítima. Por isso, queremos nos unir em busca de paz, pela vida e sem violência", destaca.

(DOL com Michelle Daniel/Diário do Pará)

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