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Belém: pior capital do Norte em roubos com morte

Um estudo que acaba de ser divulgado comprova o que todo cidadão de Belém sente no dia a dia: a cidade é uma das mais violentas do País. Apenas no ano passado, 43 pessoas foram assassinadas após ser roubadas, crime conhecido como latrocínio. Além disso,

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Um estudo que acaba de ser divulgado comprova o que todo cidadão de Belém sente no dia a dia: a cidade é uma das mais violentas do País. Apenas no ano passado, 43 pessoas foram assassinadas após ser roubadas, crime conhecido como latrocínio.

Além disso, foram 722 homicídios dolosos. Com isso, Belém aparece em 3º lugar no ranking entre as capitais em casos de latrocínios. Só é superada por São Luís (MA), em 1º lugar, e Manaus (AM). Segundo o estudo, a capital paraense apresentou uma taxa de 3 roubos com morte para cada grupo de 100 mil habitantes.

Os números foram revelados, ontem, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Os dados farão parte do 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que será lançado no próxima quinta-feira (3).

Os registros foram obtidos a partir dos sites das secretarias de segurança pública ou defesa social de cada Estado e complementados por meio de pedidos feitos por intermédio da Lei de Acesso à Informação.

Em relação aos homicídios dolosos - quando há a intenção de matar-, outra constatação de que a violência explodiu em Belém: a cidade figura na 6ª colocação no ranking, tendo uma taxa superior, por exemplo, a metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro.

A capital manteve sua posição em relação a 2014. Porém, 50,2 assassinatos deste tipo, para cada 100 mil habitantes, representam mais do que o dobro do Rio (18,5) e supera São Paulo em praticamente 7 vezes (a capital paulista apresenta taxa de 8,8).

A capital paraense lidera entre as cidades da região Norte em número de homicídios dolosos, com 722 casos, em 2015 (quase 2 por dia).

MORTES VIOLENTAS

A cada 9 minutos, uma pessoa foi assassinada no Brasil em 2015 (160 mortos por dia). No ano passado, foram mortos violentamente e intencionalmente 58.383 brasileiros.

Uma retração de 1,2% em relação a 2014, quando 59.086 brasileiros foram vítimas de mortes violentas intencionais (homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte, mortes causadas por confronto com as polícias e policiais mortos).

Esse percentual é derivado da queda de 20,1% no número de lesões corporais seguidas de morte. No total, foram mortas violentamente e intencionalmente 28,6 pessoas, para cada 100 mil brasileiros, em 2015.

No Pará foram registradas 3.579 mortes violentas intencionais em 2015, colocando o Estado em 5º lugar. O número de homicídios registrados no ano passado em todo o Estado foi de 3.365.

Segundo o estudo, o Pará apresentou, ainda, 191 latrocínios e outros 23 casos de lesão seguida de morte.

26 policiais foram assassinados no Pará

O total de policiais vítimas de homicídios é elevado no Pará. Em 2015, foram mortos 26 no Estado. Oito deles estavam em serviço e 18 fora do expediente.

Proporcionalmente, os policiais brasileiros são 3 vezes mais assassinados fora do horário de trabalho do que no serviço. Mas, em 2015, foram 103 mortos durante o expediente (crescimento de 30,4% em relação a 2014) e 290 fora (queda de 12,1%).

Por outro lado, de acordo com o anuário, a cada dia, 9 pessoas foram mortas por policiais no Brasil em 2015, resultando num total de 3.345 pessoas. O número é 6,3% superior ao registrado no ano anterior. No Pará, 180 pessoas morreram em confrontos com a polícia.

(Diário do Pará)

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