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Cemitérios lotam no Dia de Finados

No cemitério Santa Izabel, no bairro do Guamá, em Belém, a movimentação no Dia de Finados foi intensa, ontem. Visitantes dividiam espaço com ambulantes vendendo velas, flores, alimentos e bebidas. Dentro do cemitério, familiares se reuniram para reviver m

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No cemitério Santa Izabel, no bairro do Guamá, em Belém, a movimentação no Dia de Finados foi intensa, ontem. Visitantes dividiam espaço com ambulantes vendendo velas, flores, alimentos e bebidas. Dentro do cemitério, familiares se reuniram para reviver memórias e homenagear entes queridos. A administração do local esperava um fluxo de cerca de 35 mil pessoas.

A dentista Ana Paula Bezerra, 50 anos, tem o hábito de visitar, junto à irmã e à mãe, os parentes que já partiram, como o pai e os avós. “Nós fazemos oração juntas e lembramos dos velhos tempos”, conta. As três costumam ir ao Santa Izabel em outras épocas do ano e se queixam da manutenção do espaço. “A sepultura da nossa família já foi depredada e, atualmente, pagamos uma senhora para fazer a manutenção e limpeza todo o mês”, diz.

Pagar um zelador também foi a saída que o administrador Cleiton Silva, 30, e sua mãe, a auxiliar de vendas Ana Lúcia, 57, encontraram para cuidar das sepulturas dos familiares. “Está muito abandonado aqui, então a gente paga para limpar”, relata Ana.

AMBULANTES

Para o autônomo Sidney Sousa, 38 anos, que vendia flores no local, a movimentação no Santa Izabel estava boa. “Todo ano é o mesmo movimento, porque as pessoas já se preparam para comprar suas flores e velas”, conta. Mas o barulho dos vendedores ambulantes durante as celebrações religiosas chegou a incomodar uma leitora do DIÁRIO. A cidadã também apontou que carroças e bicicletas fechavam uma passagem do cemitério, dificultando o acesso.

Recanto da Saudade celebra Finados com missa e culto

No cemitério-parque Recanto da Saudade, em Ananindeua, o Dia de Finados contou com programação especial para os visitantes que participaram de um café da manhã ofertado pela administração da necrópole. A administração do espaço estimava a visita de 15 mil pessoas.
Às 9h, o Pastor Rui Ribeiro, da Comunidade Evangélica Integrada da Amazônia (Ceia), celebrou culto e, às 11h, o bispo auxiliar de Belém, Dom Irineu Roman, celebrou missa.
Para o diretor-proprietário do Recanto da Saudade, Nabih Abou El Hosn, o Dia dos Finados é uma celebração tão importante quanto o Natal e o Ano Novo. “A data representa união da família e homenagem aos que estão descansando em paz”, avalia.

RECORDAÇÕES
O motorista Nilton Júnior, 28 anos, e a manicure Carla Nascimento, 41, perderam recentemente o irmão e foram ao cemitério. “Tivemos muitos momentos felizes ao lado dele e, para a gente, ele não morreu, pois a lembrança é muito viva”, expressou Carla. “Aqui, o ambiente possibilita uma paz para fazermos nossas homenagens. É um gesto de carinho e é o mínimo que podemos fazer”, acredita Nilton.
Já a família da cake designer Ruth Pimentel, 55, participa do Dia de Finados no Recanto da Saudade há mais de 10 anos, quando visita pai, mãe e tios falecidos. “Alguns parentes vêm de Abaetetuba. É um momento de Paz e União”, destaca Ruth.

(Alice Martins Morais/Diário do Pará)

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