Campeão de vendas em qualquer lugar do mundo quando o assunto é fast food, o hambúrguer conquista uma legião cada vez maior de apreciadores, graças a empresários que não se cansam de buscar formas cada vez mais atraentes de oferecê-lo. E essa fórmula de brincar, ao mesmo tempo, com as receitas e a apresentação, além de um ambiente diferenciado, ganhou um nome que virou uma febre em Belém e também no resto do Brasil. E as hamburguerias se espalham pelos bairros de Belém. Por incrível que pareça, a concorrência parece não incomodar quem trabalha com isso. Assim, o público agradece.
(Foto: Marco Santos/Diário do Pará)
Um clima rock n’roll
Há 9 anos, Rodrigo Cruz, 33 anos, aproveitou um espaço dentro do posto de gasolina do pai, em uma área bem central de Belém, para abrir um pequeno negócio de sushi. Acabou pegando o gosto pelo ramo e, poucos anos depois, estava abrindo em sociedade uma das primeiras hamburguerias de Belém. Hoje, além do sushi, ele mantém o BlackBurger, uma lanchonete aberta há pouco mais de 3 anos, que mistura o gosto do dono pelo rock e pela boa comida.
“A ideia era oferecer sanduíches grandes, suculentos e em apresentações diferentes - o que é o nosso forte até hoje”, avalia. O que ele mais recebe no local são jovens e famílias que não dispensam um lanche farto e gostoso. “Não é o mais antigo ou o mais novo que fica. São os melhores. E a concorrência estimula, faz a gente se esforçar para atender melhor”, afirma.
Outro atrativo é o ambiente. “Criança adora, pede para mexer nas guitarras que estão na decoração, pedem balão e eu dou, pedem papel para desenhar, eu dou também. A gente tenta fidelizar no atendimento e na rapidez de preparo do sanduíche”, explica. Hoje, a sanduicheria tem mais de uma dezena de opções de hambúrgueres, e é o próprio Rodrigo quem quebra a cabeça para oferecer uma opção nova, fora do menu, toda semana. “Amo comida. Eu penso 24 horas nisso, viro madrugada pesquisando, criando, pensando de que forma posso adaptar essa ou outra combinação”, revela.
Sabores que agradam aos “lutadores”
Na hamburgueria criada pelo empresário Daniel Gouveia, 26, e outros dois sócios, a palavra-chave é o desafio. Literalmente. Os garçons se vestem como juízes e a ideia é estimular quem ali entra a dar conta do sabor e do tamanho dos burgers. Nessa pegada leve e divertida, o La Lucha Burgers & Steaks - que traz consigo provocativo slogan “?Te atreves?” - chega ao seu um ano e meio de atividades conquistando o seu lugar no “nicho hamburgueiro” de Belém.
Assim como Rodrigo, Daniel também acha que a concorrência entre as hamburguerias é algo que só fortalece o meio. “ Tem de ser assim mesmo. A cidade é carente de tanta coisa. Então, quanto mais, melhor”, opina.
A temática de lutas que permeia a decoração do ambiente lembra um pouco a estética de desenhos do início dos anos 2000, como a série “!Mucha Lucha!”, criada pela Warner Bros em 2002, e contagia os “lutadores”. “É legal ver o pessoal chegando e pedindo as máscaras, entrando no clima. Paraense gosta mesmo é de sair para comer em um lugar legal. O ambiente conta muito “, conta Daniel.
Mas não é por isso que o sabor fica em segundo plano no La Lucha. Muito pelo contrário. Um chef põe em prática todas as ideias dos sócios - que vão desde a forma de preparo da carne, comprada in natura, aos temperos e apresentação. “Isso me dá a chance de oferecer, pelo preço, digamos, de um grande fast food, um negócio mais artesanal e totalmente preparado ali”, explica.
Ineditismo e redução de custos
Também seguidor da linha “sem frescura”, Felipe Beckman, 28, abriu há 1 mês o Jack Garage, embaixo de uma barbearia da qual ele também é dono. No cardápio, tudo muito objetivo, com 3 opções de entrada, burgers e steaks. Nada de garçom: o cliente pede o lanche no balcão e já recebe no saquinho, que permite tanto comer ali como levar para viagem. Nas torneiras, o bom e velho chopp. O diferencial? Um lava-motos dentro da hamburgueria, algo que recentemente chegou ao Brasil e pela primeira vez é oferecido em Belém.
Do jovem ao senhor informal, o Jack Garage é para todo mundo, mas é claro que a turma dos veículos de duas rodas acaba sendo o público que mais prestigia a casa. Ele não nega que a oportunidade de trazer um negócio inédito para cá foi o que mais lhe motivou a abrir o espaço. “Conheci em São Paulo, há uns 2 anos, e achei interessante. O formato também me chamou a atenção, porque permite ter uma equipe pequena, e isso reflete diretamente no preço do sanduíche e dos outros serviços”, avalia.
Sabores que agradam aos “lutadores”
Na hamburgueria criada pelo empresário Daniel Gouveia, 26, e outros dois sócios, a palavra-chave é o desafio. Literalmente. Os garçons se vestem como juízes e a ideia é estimular quem ali entra a dar conta do sabor e do tamanho dos burgers. Nessa pegada leve e divertida, o La Lucha Burgers & Steaks - que traz consigo provocativo slogan “?Te atreves?” - chega ao seu um ano e meio de atividades conquistando o seu lugar no “nicho hamburgueiro” de Belém.
Assim como Rodrigo, Daniel também acha que a concorrência entre as hamburguerias é algo que só fortalece o meio. “ Tem de ser assim mesmo. A cidade é carente de tanta coisa. Então, quanto mais, melhor”, opina.
A temática de lutas que permeia a decoração do ambiente lembra um pouco a estética de desenhos do início dos anos 2000, como a série “!Mucha Lucha!”, criada pela Warner Bros em 2002, e contagia os “lutadores”. “É legal ver o pessoal chegando e pedindo as máscaras, entrando no clima. Paraense gosta mesmo é de sair para comer em um lugar legal. O ambiente conta muito “, conta Daniel.
Mas não é por isso que o sabor fica em segundo plano no La Lucha. Muito pelo contrário. Um chef põe em prática todas as ideias dos sócios - que vão desde a forma de preparo da carne, comprada in natura, aos temperos e apresentação. “Isso me dá a chance de oferecer, pelo preço, digamos, de um grande fast food, um negócio mais artesanal e totalmente preparado ali”, explica.
(Carolina Menezes/Diário do Pará)
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