A Embrapa Amazônia Oriental quer saber o que mudou na vida dos agricultores familiares após o cultivo do dendê no Pará. O projeto Agricultura Familiar e Inclusão Social (AFInS) foi iniciado em 2014 e durante 2 anos trabalhou, em diálogo e parceria direta com os produtores, a construção participativa de indicadores para estudar a inclusão.
Agora, os pesquisadores voltam a campo para realizar entrevistas para mapear a realidade socioeconômica de quem optou por se dedicar a essa cultura, que coloca o Pará como o primeiro Estado em produção do Brasil. A produção paraense se concentra na região nordeste do Estado e, segundo a Associação Brasileira de Produtores de Óleo de Palma (Abrapalma), envolve cerca de 1.100 famílias de agricultores, entre pequenos e médios produtores, distribuídos em aproximadamente 27.500 hectares.
A pesquisa realizada pela Embrapa já visitou cerca de 160 estabelecimentos rurais cujos agricultores possuem contratos com empresas produtoras de óleo de palma em 19 municípios, conforme relatou a pesquisadora, doutora em sociologia, Dalva Mota, líder do projeto.
OFICINAS
Ela afirma que o grande diferencial do projeto é que todas as etapas são construídas com ampla participação dos agricultores e de suas representações, como os sindicatos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais.
Nesse percurso, lideranças de agricultores, Embrapa e parceiros, realizaram oito oficinas nos municípios de Acará, São Domingos do Capim, Tomé-Açu, Irituia, Garrafão do Norte, Concórdia do Pará, Moju e Tailândia. O último encontro, pensado para consolidar os dados trabalhados nos municípios, ocorreu em Belém, nos dias 20 e 21 de outubro.
(Diário do Pará)
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