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Número de policiais civis e militares cai no Pará

Dados divulgados recentemente pelo 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública chamam a atenção para a queda de efetivo de policiais militares e civis no Estado do Pará. Os números oficiais disponibilizados pela própria Secretaria de Estado de Segurança P

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Dados divulgados recentemente pelo 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública chamam a atenção para a queda de efetivo de policiais militares e civis no Estado do Pará. Os números oficiais disponibilizados pela própria Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup) dão conta que o efetivo da Polícia Civil diminuiu em 71 policiais de 2014 para 2015. No caso da Polícia Militar, a situação é ainda mais alarmante, o efetivo sofreu uma queda de 124 policiais no mesmo período.


Considerando a população estimada do Estado do Pará de 8,2 milhões de habitantes em 2016, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é notável a existência de um déficit de agentes de segurança pública no Pará. Unindo os efetivos de militares e civis, o número de policiais no Estado em dezembro de 2015 era de apenas 18.418.

Presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar do Pará (ACSPMBM), o sargento Francisco Xavier aponta que a Organização das Nações Unidas (ONU) estabelece que a proporção ideal é de um policial para cada 250 habitantes. A realidade confirmada pelos dados oficiais, porém, aponta que pouco mais de 15 mil policiais militares atuam no Pará para garantir a segurança de cerca de 8 milhões de pessoas. “Para suprir a necessidade da população e da sociedade hoje precisaríamos ter, no mínimo, 30 mil homens trabalhando”, estima Xavier.



ESPERANÇA

Com um concurso público em andamento, o sargento lembra que a Polícia Militar espera a entrada de mais dois mil policiais militares na corporação, número claramente insuficiente para suprir o déficit. “Demoram de dois a três anos para fazer um concurso, então é claro que é insuficiente”, reforça. “Estamos vendo diariamente a população cobrando mais segurança, mas se a gente tem um efetivo reduzido, a criminalidade aumenta”.

(Cintia Magno/Diário do Pará)

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