Cientistas americanos estão desenvolvendo uma terapia que tem o potencial de proteger bebês no útero de mulheres infectadas pelo vírus da zika. A pesquisa está em desenvolvimento e, até agora, foi testada apenas em ratos de laboratório, conforme revelou a revista científica Nature.
No entanto, os cientistas afirmam que a técnica pode eventualmente levar a um tratamento disponível para mulheres grávidas que venham a contrair o vírus da zika, causador de microcefalia em recém-nascidos. A terapia utiliza anticorpos de células sanguíneas de indivíduos que já combateram a doença.
Nos ratos de laboratório, o tratamento diminuiu de forma substancial a quantidade de vírus em circulação no sangue materno. A placenta foi menos afetada e os ratinhos nasceram muito maiores do que os filhotes das mães que não haviam recebido o tratamento.
Vacina
Os pesquisadores ressaltaram que ainda serão necessários anos de testes para se ter certeza de que o tratamento será seguro e efetivo para ser implementado em mulheres grávidas. No meio tempo, cientistas também concentram esforços para o desenvolvimento de uma vacina que poderia evitar que o vírus se prolifere.
Duas vacinas de DNA contra o vírus da zika foram testadas com sucesso em macacos. O estudo é desenvolvido pela NIH (Instituto Nacional de Saúde), dos EUA. Uma dessas vacinas já está na fase 1 dos testes em humanos. A segunda vacina ainda espera uma data para início de testes em pessoas.
Casos no Pará
No último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (Sespa), em outubro, o Pará havia registrado 2.200 casos de zika vírus no Pará no ano de 2016. Já os casos de dengue somam 6.052, além de 420 de chikungunya.
(Diário do Pará)
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