Doença de fácil e rápido diagnóstico, o diabetes, quando controlado adequadamente, pode pouco ou quase nada interferir na qualidade de vida do portador. No entanto, é pela falta de informação e de busca de cuidados médicos que as consequências desse mal crônico matam um número cada vez mais alto de portadores - que, por vezes, só se descobrem diabéticos quando a complicação aparece.
Na tentativa de conscientizar para esse problema, o dia de ontem, 14 de novembro, em todo o mundo, foi dedicado ao combate ao diabetes. Em Belém, a Casa do Diabético montou um estande em frente ao Solar da Beira, na feira do Ver-o-Peso, para “captar” quem passava por perto para uma rápida verificação de nível de glicose no sangue e pressão arterial pela manhã.
A cozinheira Márcia Fernandes, 36, ia rapidamente apenas providenciar os ingredientes para o almoço. Acabou parando para fazer os exames e saiu aliviada. Com a pressão e a glicose em níveis normais, ainda elogiou a iniciativa. “É bem legal esse tipo de coisa, ainda mais para quem não tem tempo, como eu”, explicou.
Voluntário da Casa do Diabético, o administrador Murilo Dias, 45, convive há duas décadas com a doença. “Levo uma vida normal, faço tudo, jogo bola. Mas não descuido nem um minuto”, diz ele, que é insulinodependente. Médico endocrinologista que atende todas as quartas-feiras na entidade, Francisco Pedrosa, 51, afirma que quanto maior o nível de consumo de insulina em um Estado, maior o índice de pessoas com o tratamento adequado à doença. “Não significa que a doença esteja aumentando, e sim que as pessoas estão se tratando!”, afirma.
SINAIS
Rubilan Nunes, 61, presidente da Casa do Diabético, alerta para a necessidade de se estar atento aos sinais do diabetes, assintomático, na maioria das vezes. “Hoje é um dia especial desse combate, mas o alerta precisa ser constante. O diabetes, bem tratado, permite uma vida normal”, diz.
PARA ENTENDER
- Um em cada dois adultos com diabetes no Brasil não está diagnosticado.
-415 milhões de adultos viviam com diabetes em 2015, no mundo.
- Combate à obesidade; prática de atividade física e diminuição do nível de estresse ajudam no combate ao mal.
- Dentre as consequências do diabetes mal ou não tratado estão a cegueira, amputação de membros e mesmo a morte.
Fonte: Federação Internacional do Diabetes.
(Carolina Menezes/Diário do Pará)
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