Celebrado no domingo (20), o Dia da Consciência Negra marca a luta das entidades que combatem o racismo no Brasil. Para os movimentos que atuam em defesa do negro no Pará, a maior conquista até hoje foi o reconhecimento de que o País precisa combater a desigualdade racial. “Racismo é racismo em qualquer parte do globo e precisa ser criminalizado e combatido com políticas públicas”, afirma a fundadora do Centro de Estudos de Defesa do Negro do Pará (Cedenpa), Zélia Amador.
PREJUÍZOS
Segundo ela, estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que os negros acumulam prejuízos em várias áreas. Por exemplo, são a maioria dos desempregados e tem as menores escolaridades e remunerações. Para Zélia, as cotas para o ingresso de negros nas universidades e concursos públicos são grandes conquistas. Porém, a presença do negro em cargos mais elevados e nas universidades é pequena. “O Pará ainda é muito carente em políticas públicas. Não temos uma secretaria de combate ao racismo”.
Para o policial militar José de Freitas da Silva Neto, 34, as pessoas devem lembrar “que todos temos sangue da raça negra e da importância dos negros para a construção deste País”. Já o aposentado Cláudio Amaral Ferreira, 59, diz que já foi vítima de preconceito. “Mas a minha dignidade está acima disso”, afirma.
CONSCIÊNCIA NEGRA
Encontro de Negras e Negros do Pará – “Identidades negras, combate, enfrentamento e superação do racismo” está sendo realizado, de ontem até manhã, no auditório do Centur, em Belém, pelo Centro de Estudos de Defesa do Negro do Pará (Cedenpa).
No domingo (20), haverá “uma grande roda de negritude”, naPraça da República.
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