Diante da grande incidência de acidentes de trânsito, a necessidade de conscientizar os condutores se faz urgente. No Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito, ocorrido ontem, a conscientização foi justamente o mote de uma ação promovida pela Cruz Vermelha Brasileira – Pará, na Praça da República, em Belém.
Além de realizar a orientação e prevenção aos acidentes de trânsito, a ação também envolveu exposições de equipamentos de resgates e simulações de atendimento. Gestor operacional do departamento de socorro da Cruz Vermelha, Carlos Moraes explicou que a ideia era fazer com que as pessoas atentassem para as graves consequências que uma atitude irresponsável no trânsito pode gerar. “Quando a vítima não morre, corre o risco de ficar com sequelas graves. As consequências podem gerar uma série de problemas e inclusive a desestruturação de toda a rotina da família”.
Dentre as vítimas de acidentes de trânsito que mais sofrem com sequelas, os condutores de motocicleta precisam ter cuidado redobrado no trânsito. E o capacete deve ser encarado como um instrumento de proteção. “A multa é o menor risco do não uso do capacete. É preciso ficar atento se o capacete está na validade, se está em condições de uso e saber que cada capacete deve ser adaptado para cada pessoa”, alertou Carlos Moraes.
REGISTROS
Segundo dados do Departamento de Trânsito do Estado (Detran), somente no ano passado, na Região Metropolitana de Belém (RMB), 14.020 acidentes foram registrados, dentre atropelamentos, colisões, choques com objetos fixos e quedas. No total, foram 5.687 feridos em decorrência de acidentes. “Punir não é a solução. O ideal é focar na educação, conscientizar o usuário”, destacou o diretor do departamento de socorro da Cruz Vermelha, Jair Bezerra. “Fazemos um apelo às pessoas para que tenham mais consciência enquanto estiverem no trânsito”.
(Diário do Pará)
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