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Motoristas apontam problemas em elevado de Belém

Arriscado. É assim que condutores definem o elevado Gunnar Vingren, que liga a avenida Centenário à Júlio César, em Belém. Situado no bairro de Val de Cans, o local já foi palco de acidentes, inclusive, com registros de mortes. O último ocorreu no sábado

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Arriscado. É assim que condutores definem o elevado Gunnar Vingren, que liga a avenida Centenário à Júlio César, em Belém. Situado no bairro de Val de Cans, o local já foi palco de acidentes, inclusive, com registros de mortes. O último ocorreu no sábado (19). O servidor público Edson Garcia Gomes, 50 anos, conduzia uma motocicleta quando caiu do elevado e morreu na pista da Júlio César. Ele teria caído de uma altura de cerca de 6 metros, após colidir com a mureta de proteção. Motoristas ouvidos pelo DIÁRIO afirmam que o elevado tem a pista estreita, com sinalização precária, além de ter mureta baixa e pouca iluminação pública, o que prejudica ainda mais o tráfego no período noturno.

O que mais chama a atenção do engenheiro civil Fábio Tavares, 46, que costuma trafegar pelo local de carro, é a alta velocidade com que os veículos circulam por ali. Com isso, o risco de acidentes é ainda maior. “O radar fica antes do posto (na Centenário) e os condutores sobem com muita velocidade”, pontua.

CAUTELA

O supervisor de frota Eduardo Siqueira, 29, morador de Val de Cans, conta que é bastante cauteloso ao passar pelo local por onde trafega diariamente. “À noite não tem iluminação. Procuro passar sempre com 40Km/hora. É um receio mesmo”, disse. Todo os dias, o professor Samuel Corrêa, 42, passa com seu veículo pelo elevado para ir buscar a esposa no trabalho. Para ele, a imprudência dos motociclistas é o que mais preocupa. “O pior horário para passar por aí é pela manhã. Muitos carros. O que mete medo mesmo são os motociclistas ousados que passam fazendo zig-zag”, afirma.

Já o militar Rafael Rodrigues, 26, que mora no Tapanã, diz que os caminhões e veículos maiores acabam fechando os motociclistas, sobretudo na curva do elevado. “O condutor vem em alta velocidade e acaba ‘imprensando’. E com moto é muito fácil de acontecer um acidente”, reforça. Em nota, a Prefeitura de Belém afirma que as barreiras de segurança usadas nos elevados da capital obedecem regras de engenharia e padrões técnicos de altura e largura seguidos por diversas cidades brasileiras.

A Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém ressalta que a Júlio César tem o limite de velocidade em 60Km/h e que o condutor habilitado sabe que, pelo Código de Trânsito Brasileiro, às proximidades de entrada e saída de elevados, esse limite diminui para 40Km/h. Diz, ainda, que o entorno do elevado está sinalizado.

(Pryscila Soares/Diário do Pará)

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