Os números oficiais sobre desenvolvimento do Pará diferem muito da propaganda usada pelo PSDB para vencer as eleições. Levantamento divulgado anteontem pelo Programa da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) - o Radar IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) - mostra que, no período entre 2011 e 2014, o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal do Pará, que era o 4º pior do Brasil, caiu para o segundo pior.
Os estados com o IDHM mais baixo são Alagoas (0,667), Pará (0,675) e, empatados, Maranhão (0,678) e Piauí (0,678). Os maiores crescimentos no índice foram observados no Amapá, Amazonas e Piauí. Já os menores crescimentos no IDHM ocorreram em Roraima, Goiás e Sergipe. A análise feita pelo Pnud é chamada de Radar, e é elaborada a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Os dados revelam que, enquanto o indicador de renda dos brasileiros cresceu, os dados de longevidade e educação, ao contrário, apresentaram taxas de crescimento menores.

No quesito Educação, o Estado também é o segundo pior do ranking. Na foto, a Escola Estadual Palmira Gabriel, em Belém
No quesito renda, o Levantamento mostra que 12 estados com os menores valores estão localizados nas regiões Norte e Nordeste. Pará, Maranhão e Alagoas apresentaram os menores valores do IDHM Renda, o que equivale a uma renda domiciliar per capita (por indivíduo) média de R$469, R$424 e R$414, respectivamente.
EDUCAÇÃO
Na educação, os estados de Alagoas (0,603), Pará (0,592) e Sergipe (0,591) apresentam os menores valores do IDHM, enquanto São Paulo (0,800), Distrito Federal (0,789) e Santa Catarina (0,765) são as unidades da federação com os maiores valores do IDHM Educação.
(Luiza Mello/Diário do Pará)
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