Possibilitar a transferência de tecnologia e ferramentas inovadoras para que micro e pequenas empresas cheguem à frente no mercado. Essa é a proposta do Sebrae no Pará ao aproximar os empreendedores de instituições de ensino e de pesquisa. Assim, os empreendedores podem ter processos produtivos mais rentáveis, incluindo aquisição de matérias-primas mais acessíveis. O pontapé foi dado na Feira do Empreendedor, na última semana, onde a Rede Namor (Rede de Núcleos de Inovação Tecnológica da Amazônia Oriental) apresentou 12 tecnologias já patenteadas e prontas para a transferência.
Rede
A Rede é formada por instituições como a Embrapa Amazônia Oriental, Universidade Federal Rural da Amazônia (Ufra), Museu Emílio Goeldi, Centro Universitário do Pará (Cesupa) e Parque de Ciência e Tecnologia do Guamá ligado à Universidade Federal do Pará (UFPA). “São tecnologias que têm um impacto importante para o mercado, para melhorar sustentabilidade dos negócios, com produtos inovadores”, afirma Péricles Carvalho, gerente de Inovação e Tecnologia do Sebrae no Pará. Ele diz que a Feira do Empreendedor foi o início de uma difusão para o pequeno e micro empreendedor. “No evento, conseguimos atingir o 1º o objetivo, o estreitamento do relacionamento entre pesquisadores e empreendedores. Essa aproximação abre um novo nicho de mercado no Estado”.
Inovações simples, mas eficazes
Uma das inovações apresentadas foi o filtro de piscicultura da Ufra, feito com carvão ativado a partir do caroço de açaí. Quem atua na atividade, geralmente descarta a água no meio ambiente, sem nenhum tipo de tratamento. Com a invenção, o produtor poderá limpar totalmente a água e assim não causar danos ao meio ambiente, além da possibilidade de reaproveitamento do recurso. “É uma tecnologia simples, acessível ao produtor e altamente eficaz, como mostram os resultados laboratoriais”, avalia Lauro Ito, professor da Ufra. “Com isso, cria-se outro universo que não é só fazer pesquisa, mas difundir a tecnologia como meio de negócio”, completa.
(Diário do Pará)
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