Antonio Pego, o Tonhão, é acusado de desvio de recursos e não pagar salários dos servidores (Foto: Dvulgação)

O juiz da Comarca de Jacundá, que também responde pela Comarca de Goianésia do Pará, Arielson Ribeiro Lima, determinou, na última terça-feira (6), o afastamento do prefeito de Goianésia, Antonio Pego (PSC), assim como de seus secretários Maria Emília Ferraz Souto (Educação), Márcia Ferreguete Magalhães (Assistência Social) e Nilo Pereira Cunha Magalhães (Administração). Todos são acusados pelo Ministério Público de cometer irregularidades que estão causando prejuízo aos cofres públicos do município. 

Na decisão, o juiz também decretou a indisponibilidade de bens móveis e imóveis do prefeito e da secretária de educação, estendendo o bloqueio aos bens da empresa A. F. Siqueira, e de seu proprietário Alexandre Franca Siqueira. 

DESPACHO

“Os réus, sob o comando do gestor municipal, vêm descumprindo os preceitos basilares da gestão pública”, explicou o magistrado, em seu despacho. O juiz esclareceu ainda que o afastamento tem como objetivo prevenir a prática reiterada de desvio das verbas públicas. Os réus têm 5 dias para apresentarem contestação e indicarem as provas que pretendem produzir nos autos.

QUEM É O PREFEITO DE GOIANÉSIA DO PARÁ?

O prefeito Antonio Pego (PSC), conhecido na cidade como Tonhão, assumiu a Prefeitura, após o assassinato do titular, João Gomes da Silva, no início deste ano. Tonhão foi reprovado nas urnas, nas eleições de outubro, ficando em terceiro lugar.  O eleito foi José Ribamar Ferreira (PMDB).

IRREGULARIDADES APONTADAS PELO MP

-  Atraso no pagamento de salários dos servidores após as eleições; desvios de recursos destinados à Educação Básica; irregularidades no contrato administrativo de prestação de serviços com a empresa A. F. Siqueira para transporte escolar; ausência de pagamento do PRAY (Projeto de Salvamento das Crianças da Amazônia). 
- O MP apontou ainda apropriação indébita de créditos consignados descontados dos servidores públicos e não repassados à Caixa Econômica Federal, cujos valores chegam a R$1,1 milhão; e fechamento da casa do idoso do município sob alegação de “ausência de recursos” e de “orçamento para manutenção”.

(Diário do Pará)

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