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Áreas alagadas dão prejuízos aos motoristas

A população de Belém já sente os efeitos das fortes chuvas que estão caindo sobre a cidade. Ruas alagadas, congestionamentos e, cada vez mais, buracos se formam nas vias. E ainda estamos no início do chamado inverno amazônico. Para não cair em armadilhas

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A população de Belém já sente os efeitos das fortes chuvas que estão caindo sobre a cidade. Ruas alagadas, congestionamentos e, cada vez mais, buracos se formam nas vias. E ainda estamos no início do chamado inverno amazônico. Para não cair em armadilhas do trânsito e acabar danificando o seu carro, o primeiro passo é ter prudência e não se arriscar passar em áreas alagadas desconhecidas. O mecânico da RR Pneus Aiton Pires, 28 anos é especialista em alinhamento e balanceamento de veículos. Ele garante que nesta época do ano, o volume de carros danificados aumenta.

“É recomendável não passar em áreas alagadas, mas se não puder evitar, o carro deve estar preparado”, explica o mecânico. Com as pistas molhadas e pouca visibilidade, a atenção deve ser redobrada para evitar acidentes. Ailton diz que o primeiro item de segurança a ser observado é a atenção com os pneus. “Eles devem ser substituídos e calibrados regularmente, para evitar que fiquem carecas”, diz. O especialista recomenda também verificar os freios, pois eles devem estar em bom estado para encarar situações inesperadas no trânsito.

O vigilante desempregado, Kelmyton Carvalho, 40 anos, já contabilizou prejuízos devido aos alagamentos. O último foi ao passar num bueiro, que estava encoberto pela água, na Avenida Mário Covas, em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém. Ontem, ele teve de mandar alinhar e balancear o seu automóvel. Kelmyton acredita que não danificou mais seu veículo por estar em baixa velocidade. “Não dava para ver que havia um buraco”, relata.

CONSEQUÊNCIAS

Ailton orienta que, ao passar pelo alagado, o ideal é verificar se alguma peça chegou a molhar e se algum tipo de lixo ficou preso no motor, rodas ou radiador, que pode ser perfurado com objetos cortantes, escondidos na água. Entre as consequências dos alagamentos, o mecânico afirma que uma das piores é perder o motor. O choque térmico pode danificá-lo. “Essa é uma das peças mais caras de se repor”, diz. Ao entrar em áreas de alagamento, a recomendação é engatar a 1ª marcha e não trocá-la antes de terminar a travessia, que deve ser feita em velocidade baixa e constante. É preciso evitar que a água chegue perto do filtro de ar. Pois ao acelerar, poderá cair sobre o motor. Desligar o ar condicionado, para o veículo não perder a potência, também é necessário.

Carlos Alberto Silva, instrutor de trânsito da autoescola Leblon, destaca que a decisão de encarar áreas alagadas deve ser avaliada pelo motorista. A opção depende do nível da água e da altura do veículo. Caminhonetes são preparadas para atravessar esses trechos. “Tem ruas com histórico de alagamento, na capital. O motorista deve mudar a rota quando chove”, diz. Carlos também recomenda dirigir em baixa velocidade e manter distância do veículo à frente.

(Roberta Paraense/Diário do Pará)

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