A Vale inaugurou, no início da tarde deste sábado (17), o complexo S11D Eliezer Batista, o maior projeto de mineração da sua história e também da indústria da mineração, que funcionará em Canaã dos Carajás, no Sudeste do Estado. A mina e a usina devem entrar em operação comercial já no início de 2017. Presença esperada para o evento, o Presidente da República Michel Temer não pôde comparecer devido ao mau tempo no Pará.
Foram investidos US$ 14,3 bilhões em toda a malha produtiva, incluindo mina, usina, além da logística ferroviária e portuária. É o maior investimento privado realizado no Brasil nos últimos 10 anos e deve impactar positivamente as exportações brasileiras, já que a previsão é de produzir 90 milhões de toneladas por ano até 2020.
O projeto foi iniciado em 2001 e integra a estratégia da mineradora em reduzir os custos de produção, aumentar a produtividade e oferecer o minério com um preço mais competitivo diante de outros países, em um mercado mais restrito. Durante a fase de implantação, foram gerados 40 mil empregos nos estados do Pará e Maranhão. Hoje, 15 mil pessoas continuam trabalhando na mina e usina. E quando o projeto estiver funcionando a todo vapor, serão gerados 2,7 mil empregos e outros 10 mil indiretos.
O Presidente da Vale, Murilo Ferreira, apertou o botão que deu um início simbólico à operação, que deve iniciar no mês de janeiro. Ele homenageou Eliezer Batista, ex-presidente da empresa e que dá nome ao complexo e destacou a importância dos investimentos no País nesse momento de crise. “Este complexo é muito mais que um mero marco para mineração. É um exemplo da capacidade de implementação da Vale. Nós construímos um projeto com tecnologia de ponta, baixo custo e alta capacidade de produção”, afirmou.
O Ministro de Minas e Energia Fernando Coelho Filho, que representou Temer, disse que o empreendimento deve servir como exemplo para empreendedores que podem ajudar o País a sair da crise. “Precisamos da ajuda de quem quer ajudar o Brasil a crescer e a Vale é um exemplo disso”, afirmou.
(Fábio Nóvoa/Diário do Pará)
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