Muitos estudantes devem passar a virada do ano novo pensando já nos próximos meses. Afinal, eles terão de encarar uma maratona de preparação para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que deve ocorrer entre outubro e novembro de 2017, mas que exige uma pesada rotina de estudos e preparação psicológica. Mesmo assim, organização, disciplina, exercícios e também descanso. São algumas das recomendações básicas que os estudantes devem seguir nesta reta final de preparação para a prova.
O professor de Geografia, Antônio Carvalho, indica aos alunos que analisem as provas que foram aplicadas desde 2010. “É importante que percebam as modificações que a prova sofreu ao longo das últimas edições, analisar as formas com as quais assuntos foram abordados nas questões e ver quais os temas mais trabalhados”, frisou.
Ocupando uma das 5 matrizes exigidas no Enem, a redação tem um peso grande no desempenho final do estudante. Nos casos em que o candidato consegue executar um bom texto, atender às competências e habilidades exigidas, é possível alcançar até mil pontos na redação (Ver box). Foi o caso da estudante Camila Trindade, 20 anos, que, concorrendo com outros 6,2 milhões de candidatos, foi uma das 250 pessoas que conseguiram tirar nota mil na redação de 2014. Em todo o Brasil, Camila é a única que conseguiu a nota máxima no Estado do Pará naquele ano. “A redação do Enem tem critérios diferenciados. Não é um bicho de 7 cabeças, tem de seguir as técnicas cobradas no Enem”, diz.
ORIENTAÇÃO
Professora de língua portuguesa e redação, Rosana Bastos aponta que, para ter um bom desempenho, o candidato precisa saber estruturar o texto. Apesar da necessidade de apresentar bons referenciais teóricos na redação, o aluno deve apresentar suas próprias ideias. “Se o aluno conseguir demonstrar que tem um pouco dele no texto, pode garantir uma nota máxima dentro da argumentação”, destaca.
A Faculdade Integrada Brasil Amazônia (Fibra) adota o Enem como forma de preenchimento parcial das vagas dos cursos. “A nota do Exame passou a ser adotada, no ano passado, por nossa instituição”, afirma Irene Noronha, secretária acadêmica da Fibra. “Desde então, tem se intensificado a procura pelos candidatos, já que o Fies (financiamento estudantil), tem íntima relação com o Enem”, declara.
Estudar e entender como a prova é elaborada são estratégias para os estudantes se darem bem (Foto: Mauro Ângelo)
7 DICAS PARA UMA BOA REDAÇÃO
1 - Esteja antenado com os problemas atuais. Fique atento aos assuntos que estão sendo discutidos no Brasil e no mundo.
2 - Trabalhe sempre a valorização e respeito aos Direitos Humanos.
3 -Tenha calma e prudência no momento da construção do texto. É fundamental que o aluno reflita sobre como construirá sua redação e mantenha a calma.
4 - Organize seu texto dentro de uma estrutura dissertativa argumentativa. O texto precisa ter argumentos claros, que defendam o ponto de vista apresentado.
5 - Atente para os argumentos sustentados dentro de um viéis filosófico ou sociológico.
6 - Mostre autoria e independência no seu texto. Aponte suas próprias idéias e visões de mundo.
7 - Utilize as outras áreas de conhecimento para explorar conteúdos relacionados ao tema.
PREPARE-SE
- Organize seu tempo: Aproveitar bem o tempo é a chave para ter sucesso nos estudos. Você deve separar um espaço do seu dia para estudar, mas este tempo deve ser, de fato, produtivo.
- Faça resumos: Uma boa forma de se organizar com o conteúdo que você está estudando é fazendo resumos e esquemas das matérias
- Conheça as habilidades cobradas na prova: Junto com os resumos dos conteúdos, você pode ir conferindo detalhes dos temas que está estudando
- Exercite-se: Fazer exercícios, ainda que de forma leve, vai ajudar também a ter mais rendimento durante a sua preparação.
- Troque ideias: Desenvolver o raciocínio crítico é uma das habilidades mais exigidas pelo Enem, tanto na elaboração da redação quanto na interpretação dos enunciados de todas as questões. Para se exercitar neste sentido, é fundamental buscar outras opiniões. Fale com amigos e professores sobre suas provas e redações.
Segundo Katia Oliveira, método montessoriano favorece bastante a inclusão escolar (Foto: Ricardo Amanajás)
Por uma educação que inclua a todos
Ainclusão escolar passa pelo respeito às individualidades, está prevista em lei e é cada vez mais necessária. Porém, ainda deixa a desejar. Ainda existe uma dificuldade em se encontrar colégios preparados para receber alunos com deficiência. Algumas escolas em Belém, felizmente, se equiparam e estão em constante processo de qualificação, de forma que todos tenham acesso à educação.
É o caso da Montessori 21. Há 18 anos, desde que foi fundada, a escola atua de forma a incluir todos os seus alunos. Segundo a coordenadora pedagógica da instituição, Kátia Oliveira, o método montessoriano empregado no colégio favorece em muito a inclusão, uma vez que enxerga a criança como um ser único, autônomo e coautor do seu conhecimento.
“O ensino montessoriano estimula o aprendizado em grupo, com trocas de experiência, ao mesmo tempo em que reconhece as individualidades de cada aluno e suas dificuldades”, explica Kátia. A escola tem estudantes com autismo, síndrome de Down e TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade).
Segundo Kátia, a equipe de professores é preparada e especializada no método montessoriano, passa por treinamentos e reuniões pedagógicas regulares. A professora Miúcha Martins, 33 anos, trabalha há 9 na escola e conta que a metodologia é uma das mais inclusivas com que já teve contato.
ENSINO
“É um ensino individual e especializado, tanto para os alunos com maior facilidade de aprendizado, quanto para aqueles com dificuldades”, diz Miúcha. Segundo ela, “os alunos são estimulados a ter autonomia, escolhendo e realizando as próprias tarefas”. Ela conta ainda que, no caso dos alunos com alguma deficiência, o material é adaptado. “Eles participam de todo o processo junto com o restante da turma. São as exigências de avaliação que mudam, mas não o conteúdo”, ressalta.
A Faculdade Integrada Brasil Amazônia (Fibra) também tem grande preocupação com a inclusão. Os cuidados começam no Processo Seletivo, quando o candidato sinaliza para o atendimento especial. Se aprovado, a equipe multidisciplinar, composta por pedagogos, psicopedagogos e psicólogos farão o acompanhamento do calouro para que, de fato, sua inclusão aconteça.
(Foto: Maurilio Cheli/SMCS)
VEJA ALGUNS TRECHOS DO ESTATUTO DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA
- “A educação constitui direito da pessoa com deficiência, assegurados sistema educacional inclusivo em todos os níveis e aprendizado ao longo de toda a vida, de forma a alcançar o máximo desenvolvimento possível de seus talentos e habilidades físicas, sensoriais, intelectuais e sociais, segundo suas características, interesses e necessidades de aprendizagem”.
- Art. 28. Incumbe ao poder público assegurar, criar, desenvolver, implementar, incentivar, acompanhar e avaliar:
“ Sistema educacional inclusivo em todos os níveis e modalidades, bem como o aprendizado ao longo de toda a vida”.
- “Aprimoramento dos sistemas educacionais, visando a garantir condições de acesso, permanência, participação e aprendizagem, por meio da oferta de serviços e de recursos de acessibilidade que eliminem as barreiras e promovam a inclusão plena”.
- “Projeto pedagógico que institucionalize o atendimento educacional especializado, assim como os demais serviços e adaptações razoáveis, para atender às características dos estudantes com deficiência e garantir o seu pleno acesso ao currículo em condições de igualdade, promovendo a conquista e o exercício de sua autonomia”.
l”Oferta de educação bilíngue, em Libras como primeira língua e na modalidade escrita da língua portuguesa como segunda língua, em escolas e classes bilíngues e em escolas inclusivas”.
l “Oferta de profissionais de apoio escolar”...
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar