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Candidatos denunciam fraudes em exame da PM

Centenas de candidatos, considerados inaptos no Teste de Aptidão Física (TAF) em concurso promovido pela Polícia Militar do Pará, realizado no período de 10 a 19 de dezembro, na Escola Superior de Educação Física da UEPA, em Belém, estão exigindo a anulaç

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Centenas de candidatos, considerados inaptos no Teste de Aptidão Física (TAF) em concurso promovido pela Polícia Militar do Pará, realizado no período de 10 a 19 de dezembro, na Escola Superior de Educação Física da UEPA, em Belém, estão exigindo a anulação do exame, considerado por eles repleto de irregularidades. Candidatos considerados aprovados também reivindicam a anulação em apoio aos colegas.

Nesta terça-feira (20), às 8 horas da manhã, os candidatos farão um ato de protesto em frente a ALEPA, em Belém.

O grupo reclama de desnecessário rigor na aplicação do teste, prejudicando até pessoas que estavam muito bem preparadas para se submeter ao exame. Além de tratamento diferenciado e ameno dado a candidatos que já treinavam nas instalações da faculdade onde ocorreram os testes, o que resultou em aprovação para estes candidatos.


Os concursados denunciam ainda que um dos avaliadores do TAF teria atuado como professor de diversos candidatos, que inclusive se prepararam nas dependências da própria UEPA, local dos exames. Os candidatos suspeitam que este professor teria garantido a aprovação dos seus alunos.

Entre as irregularidades, consta também a falta de filmagem para registrar o tempo na barra, conforme previa o edital. As provas escritas ocorreram em junho deste ano, seguido do exame médico. O TAF estava marcado para ocorrer no dia 24 de novembro, mas foi adiado para este mês.

Ainda segundo o edital, os candidatos deveriam, no TAF, ficar em posição correta na barra, sem deixar o queixo e peito acima da barra, por 12 segundos.
No entanto, a candidata Carolina Souza relata que recebeu sinal de que já havia completado o tempo regulamentar de 12 segundos, quando o avaliador do teste a chamou pelo nome. Mas ao descer da barra, a mesma foi informada pelo avaliador, que havia ficado apenas 8 segundos pendurada na barra. Sendo por isso reprovada.

Por nota, a Secretaria de Estado de Administração (SEAD) afirmou que "está apurando junto a Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (FADESP), organizadora do concurso público da Polícia Militar do Pará, todas as denuncias de irregularidades quanto a realização do Teste de Aptidão Física (TAF)" e que "havendo constatação de irregularidades, todas as medidas serão tomadas no sentido de resguardar o direito dos candidatos e a lisura do certame".

(Com informações da Asconpa)

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