O Ministério da Integração Nacional, o Banco da Amazônia e o Complexo Gastronômico Cabôca celebraram, na noite de ontem, na sede do banco, em Belém, o contrato de financiamento de crédito ao empreendimento, no valor de R$ 5,2 milhões. Os recursos são do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), no Programa Turismo Sustentável na Amazônia.
Na presença de políticos, clientes e empresários de diversos setores, o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, destacou os esforços que o Banco da Amazônia vem fazendo para desburocratizar a análise de projetos do FNO e tornar o Fundo mais acessível aos investidores. “Temos a preocupação de que novos empreendimentos cheguem ao Pará, gerem emprego e renda e mais competitividade à economia do Estado”, destacou Helder.
O ministro também ressaltou a importância do complexo gastronômico. “Este empreendimento vai gerar valor econômico e cultural à área do Ver-o-Peso, agregando mais valor ao potencial turístico de Belém”, completou. Na ocasião, deu a notícia que o setor empresarial do Estado aguardava há muito tempo: a redução da taxa de juros do FNO, de 9,5% para 7,65%, a partir de janeiro próximo.
INTERMEDIAÇÃO
A negociação foi intermediada pelo Ministério da Integração Nacional junto ao Ministério da Fazenda e teve a aprovação do Conselho Monetário Internacional na quarta-feira (21). O Cabôca é paraense e tem o diferencial de ser, também, uma fábrica de cerveja artesanal. “Esse crédito vai viabilizar o projeto que pretende não apenas comercializar a cerveja artesanal, mas valorizar a cultura, arte e o patrimônio histórico de Belém”, destacou o sócio da empresa, Paulo Victor Freitas. A cervejaria funcionará em um casarão na avenida Boulevard Castilhos França, em Belém.
Diretor comercial e de distribuição do banco, Luiz Sampaio lembrou que a instituição tem se esforçado para fomentar o crédito a projetos de turismo, por serem um elo a diversos outros setores da economia. Este ano, o banco celebrou cerca de R$ 4 bilhões do FNO à Região Norte, dos quais R$ 30 milhões foram destinados ao turismo. O Pará concentra 80% desses valores. “Os recursos englobam a cadeia produtiva que está interligada ao turismo, desde o empreendedor individual até projetos de infraestrutura”.
O presidente do Banco da Amazônia, Marivaldo Melo pediu ao empresariado mais confiança e busca pelos recursos da instituição. “O Pará tem uma economia diversificada, que facilita o crescimento do Estado”, disse. “Os empreendedores devem aproveitar esse potencial buscando as nossas linhas de financiamento pensadas para promover o desenvolvimento de toda a região”, explicou Melo.
CERVEJA ARTESANAL
- O mercado de cerveja artesanal cresceu de 1,2% para 3,5% nos últimos 2,5 anos, no Brasil.
- O serviço, no entanto, ainda é pequeno no Pará. O Estado produz apenas 1 milhão de litros/ano frente a um potencial de até
3 milhões de litros/ano.
- Segundo os sócios do Complexo Gastronômico Cabôca, 80% da obra de construção da cervejaria já está pronta.
- Os recursos do FNO serão utilizados na instalação da fábrica, que terá capacidade de produção de 70 mil litros de cerveja e chopp.
(Leidemar Oliveira/Diário do Pará)
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