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Choveu. Alagou tudo em Belém!

Q uem mora nas áreas de baixada de Belém já vive em pânico. Se o céu fica nublado, as preocupações começam. Basta alguns minutos de chuva para que, sem drenagem, metade de Belém vá ao fundo. A famosa frase do poeta Ruy Barata “esse rio é minha rua” se tor

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Q uem mora nas áreas de baixada de Belém já vive em pânico. Se o céu fica nublado, as preocupações começam. Basta alguns minutos de chuva para que, sem drenagem, metade de Belém vá ao fundo. A famosa frase do poeta Ruy Barata “esse rio é minha rua” se tornou realidade na capital paraense. “Esse foi só o primeiro alagamento do ano”, afirmou o morador José Francisco Conceição, 45, que há 30 anos reside na avenida Conselheiro Furtado, entre as travessas Guerra Passo e Barão de Mamoré, bairro do Guamá, em Belém. A área virou um rio durante a forte chuva que caiu no início da tarde na Região Metropolitana.

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Com a água inundando a casa, seu Francisco foi para o meio da rua e - usando pneus e galhos de árvore - tentou obstruir a circulação de veículos pelo local. “As nossas casas já estão no fundo e quando um ônibus ou caminhão passa a situação piora, porque ondas derrubam tudo dentro de casa”, diz angustiado. “Vai ser assim, a partir de agora, até o fim do período chuvoso”, lamenta José Francisco.

O trecho da Avenida Conselheiro entre a Guerra Passos e Teófilo Conduru, bairro do Guamá, também ficou debaixo d’água. Apenas ônibus passavam por este perímetro.

Canal da Vileta (Foto: Celso Rodrigues)

TRANSTORNOS

O motoboy José William Maciel, 38, deixou de fazer uma entrega de medicamentos numa residência da vila Conjunto Mauro Porto, na Conselheiro Furtado, por causa do aguaceiro que chegou a cobrir metade do portão de acesso ao residencial. “Já é a segunda entrega que deixo de fazer, hoje, por causa de alagamentos”, disse.

Os transtornos não se limitaram a este ponto no bairro do Guamá. Praticamente toda a capital padeceu com os alagamentos. Foi assim na Avenida João Paulo II, no trecho do Curió Utinga, onde o volume de água cobriu o canteiro central da pista.

Na baixada do bairro do Marco, por exemplo, os canais da José Leal Martins, Vileta e Estrella transbordaram e as águas invadiram as residências. “Quando a chuva passa é que o nosso trabalho começa”, frisou a aposentada Nélia Tavares, 75 anos, que por volta das 18h ainda escoava a água que invadiu a casa onde mora, na Travessa Estrella, próximo ao canal da JoséLeal Martins.

Ela contou que mora há 43 anos no local e sempre, todo início de ano, sofre com os alagamentos. “São anos e anos convivendo com isso. Já tive que enfiar os pés na água para sair para trabalhar”, comentou a idosa. “Agora é torcer para que não chova mais hoje”, disse.

MARÉ

A Prefeitura de Belém informou que a maré alta registrada na tarde de ontem, 6, dificultou o escoamento de água em
vários pontos da cidade

(Denilson D'Almeida/Diário do Pará)

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