Diminuição de passageiros, aumento no preço dos combustíveis e nas horas extras de rodoviários. Esses foram os motivos que Paulo Gomes, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém (SetransBel) deu para justificar o pedido de aumento de R$ 0,70 na passagem de ônibus da capital. A sugestão de R$ 3,40, será apresentada durante reunião do Conselho Municipal de Transporte, ocasião em que representantes da prefeitura também estarão presentes e devem apresentar outra proposta.
Com base em estudo realizado pelo Sindicato sobre os custos do sistema de transporte público, a frota e o passageiro; Paulo diz que nos últimos 2 anos houve queda de 11,5% de usuários pagantes na Região Metropolitana de Belém. “Acreditamos que devido à crise, aumentou o desemprego e, por isso, as empresas deixam de comprar o vale”, opina. “Ou seja, a quantidade de pessoas que anda de ônibus é menor. E isso impacta a tarifa do serviço significativamente”, completa.
Gomes alega que o segundo fator que altera a planilha é o combustível e lembra que o preço do óleo diesel sofreu dois reajustes somente este ano. Mesmo com a reclamação da sociedade, principalmente em relação aos veículos sucateados e frota pequena, conforme o DIÁRIO divulgou na edição de ontem, o usuário vai ter de se preparar para o reajuste. “O sistema tem um custo e ele tem de ser pago. Em Belém, quem paga é a tarifa”, afirma Paulo Gomes. Por outro lado, o representante dos empresários lembra que o último reajuste na tarifa ocorreu em maio de 2015.

(Michelle Daniel/Diário do Pará)
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