As escalas dos médicos plantonistas que atuam nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) dos bairros do Icuí-Guajará e da Cidade Nova, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, tem garantia de serem mantidas do jeito que estão somente até o fim do mês. Após isso, ainda não há definição se haverá redução de profissionais. A decisão ocorreu em uma reunião entre os médicos plantonistas e representantes do município.
Na última segunda-feira (9), cerca de 30 médicos decidiram, em assembleia geral, que não continuarão nas escalas de plantonistas a partir de fevereiro, caso a direção das UPAs de Ananindeua resolva reduzir o número de plantonistas, de 12 para 9 no Icuí, e de 8 para 6 na Cidade Nova. No Icuí, a redução seria na escala noturna. Na UPA da Cidade Nova, a mudança atinge os turnos do dia e da noite.
SOBRECARGA
De acordo com o diretor do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), Wilson Machado, a UPA da Cidade Nova foi projetada para realizar um total de 500 atendimentos ao mês, enquanto que a UPA do Icuí, 250 atendimentos. O número real de atendimentos, porém, seria o dobro segundo Machado. “Os atendimentos duplicam, porque as UPAs recebem casos que deveriam ser da atenção básica”, explica Machado. Os médicos apontam uma demanda que chega até a 470 atendimentos/dia, na UPA da Cidade Nova.
MAIS PROBLEMAS
Além dos problemas de falta de medicamentos, equipamentos e demanda excessiva, os médicos se queixam da insegurança nas unidades do município de Ananindeua.

(Wal Sarges/Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar