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Feijão ficou quase 50% mais caro nos últimos meses

Segundo o Departamento Intersindical de Estudos Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), a alimentação básica dos paraenses continua entre as mais caras do país e entre os produtos, o feijão ganha destaque, pois o quilo teve alta acumulada de 4

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Segundo o Departamento Intersindical de Estudos Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese/PA), a alimentação básica dos paraenses continua entre as mais caras do país e entre os produtos, o feijão ganha destaque, pois o quilo teve alta acumulada de 47,76% e em seguida o arroz, com alta de 11,34% .

Além do feijão, o arroz também teve alta, estimada em 11,34%. O Dieese/PA, realiza o levantamento semanalmente em Belém, nos supermercado. A pesquisa avaliou o preço do quilo do feijão carioquinha e do arroz tipo 02.

A cesta básica dos paraenses custou em dezembro de 2016 o valor de R$ 410,71, o que comprometeu mais da metade do salário mínimo que era de R$ 880,00.Em 2016 a alimentação básica dos paraenses teve um reajuste médio de 16,70%, mas vários produtos da cesta básica tiveram altas bem maiores, o que superou inclusive a inflação calculada de 6,58% (INPC/IBGE), para o mesmo período.

O Dieese/PA registrou também que em 2016 o reajuste acumulado no preço do feijão foi de 47,76%, e a sua trajetória de alta não foi uniforme. Em dezembro de 2015 , o produto foi comercializado em média nos supermercados a R$ 4,46 o quilo, e em janeiro custava em média R$ 5,37. Em novembro de 2016, foi comercializado em média a R$ 7,11 e fechou o ano sendo comercializado em média a R$ 6,59.

Como na cesta básica a previsão de consumo mensal do feijão por trabalhador no Pará é de 4,5 quilos, o gasto total em dezembro de 2015 atingiu R$ 20,07 com um impacto em relação ao salário mínimo de 2,77%.Em 2016 a tendência foi de alta no preço do produto com reajustes bem superiores a inflação e ao salário, a situação só fez piorar para uma grande parte dos assalariados paraenses.

Arroz

A trajetória de alta no preço do arroz em 2016 foi bem similar a do feijão, o reajuste acumulado no preço do arroz consumido pelos paraenses no período foi de 11,34%. Segundo as pesquisas do Dieese/PA, em dezembro de 2015 o quilo do arroz foi comercializado em média em supermercados de Belém a R$ 2,38.

Em janeiro de 2016 o rpoduto custava em média R$ 2,41, em novembrto de 2016 foi comercializado em média a R$ 2,71 e fechou o ano de 2016 sendo comercializado a R$ 2,65 o quilo. Como na cesta básica a previsão de consumo mensal do arroz por trabalhador no Pará é de R$ 3,60 o quilo.

O gasto total em dezembro de 2015 atingiu R$ 8,57 com um impacto em relação ao salário mínimo de 1,18%. Para janeiro de 2017 a tendência ainda é de alta nos preços destes produtos, segundo as pesquisas do Dieese/PA, efetuadas nas duas primeiras semanas deste mês.

(Com informaões do Dieese/PA)

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