Considerado o maior projeto de revitalização portuária da capital paraense, o Belém Porto Futuro foi apresentado na tarde de ontem, no hotel Grand Mercure, na cidade, a empresários dos setores de hoteis, restaurantes, bares e mercado imobiliário. O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, apresentou os principais aspectos do projeto e ressaltou a importância da participação de toda a sociedade para a sua viabilização.
“Este encontro é mais uma etapa de esclarecimento à sociedade e, ao mesmo tempo, um chamamento para que todos ajudem na implementação do projeto”, destacou o ministro. Elaborado em abril de 2016 pela Secretaria de Portos, da Presidência da República, quando Helder era titular da pasta, o Belém Porto Futuro compreende a área do Centro, próximo à Avenida Visconde de Souza Franco, e do Porto de Miramar. O objetivo é transformar áreas portuárias com baixa ocupação em polo de desenvolvimento, por meio da recuperação da infraestrutura, da atração de investimentos e oferta de serviços.
AUDIÊNCIAS
Várias audiências públicas e apresentações já foram realizadas com diversos segmentos da sociedade. Durante a apresentação de ontem, Helder respondeu a questionamentos dos empresários sobre saneamento, edificação, acesso e sustentabilidade ambiental e financeira. O ministro tranquilizou o setor, afirmando que o modelo de ocupação e gestão se dará por meio de proposta de manifestação de interesse. Além disso, a gestão financeira poderá envolver não apenas a iniciativa privada, mas também os poderes públicos municipal, estadual e federal.
RECURSOS E OBRAS
Segundo o ministro, a União garantiu, via Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), R$ 150 milhões para a obra. A licitação está prevista para o final de março deste ano, envolvendo duas etapas: a primeira para a construção de praça e estacionamento, e a segunda, a ocupação dos 9 galpões por escritórios, Museu de Arte, Museu do Círio e Centro Cultural. Helder anunciou que o Ministério da Integração Nacional receberá do Ministério dos Transportes a responsabilidade da execução do projeto.
(Leidemar Oliveira/Diário do Pará)
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