Quando o assunto é economia de energia, a pensionista Joana Darc, 70, consegue dar uma verdadeira aula para qualquer consumidor. “Quando dá meia-noite, tiro da tomada wi-fi, geladeira, TV a cabo e tudo mais que gaste energia. E lâmpada só fica acesa quando necessário”, declarou. Ela adotou a medida há 2 meses. Com isso ela tem conseguido economizar cerca R$ 100 na tarifa mensal de energia elétrica, que passou de R$ 350 para R$ 250.
Ela pesquisa preços em cada supermercado da capital, faz listas, cálculos e opta pelos produtos de menor custo. Mesmo assim, parte de seu orçamento doméstico ainda é comprometido para abastecer a despensa da residência onde mora com uma filha e seus dois netos.
Viúva, a dona de casa utiliza mensalmente o ticket alimentação de R$ 900 para fazer as compras do mês. “E ainda vou tirando do bolso quando começa a faltar”, completa. A tentativa de Joana de adaptar o consumo para caber no orçamento doméstico faz parte de uma mudança de comportamento adotada pela maioria da população brasileira, sobretudo, em tempos de crise.
PESQUISA
É o que garante uma recente pesquisa realizada em conjunto pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). A pesquisa mostra que as despesas com supermercado e contas de luz foram as que mais cresceram em 2016.
AUMENTO
Em ambos os casos, 47% dos entrevistados notaram aumento das despesas, ainda que a preferência por produtos de marcas menos conhecidas tenha crescido em comparação a 2015.
Equilíbrio no orçamento é fundamental
Para a economista Patrícia Godoy, da DSOP Educação Financeira – filial Belém, atualmente, o consumidor tem se conscientizado mais da necessidade de conter gastos. Contudo, ela ressalta que, para realmente surtir o efeito desejado, a família precisa detectar a sua classe social. Dessa forma, é possível identificar as despesas mensais para programar o orçamento, evitar os desperdícios e, assim, conseguir cortar gastos, seja em relação ao consumo de energia elétrica e/ou alimentação. A especialista destaca que o custo da cesta básica do belenense aumenta a cada dia. Por isso, o consumidor precisa estar atento. “Pagamos caro pelo combustível e Belém é uma cidade que importa tudo de outras regiões do País. Hoje temos atacadões. Então, por que não convidar um amigo ou parente para ir às comprar juntos e conseguir um desconto?”, sugere a economista.
(Pryscila Soares/Diário do Pará)
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