Especialistas em infectologia defendem maior controle dos programas de imunização contra a febre amarela nas cidades, mas alertam também para vacinação desnecessária. A febre amarela do tipo silvestre (em áreas rurais) já matou três pessoas no Estado de São Paulo. Em Minas Gerais, há surto da doença.
Essencialmente, a vacina deve ser aplicada nas pessoas que vivem ou que viajarão para regiões onde há ou já houve registros da doença. Os sintomas dela são febre, dores no corpo, náuseas, vômito e, nos casos graves, insuficiência renal, icterícia (cor amarelada da pele) e hemorragias.
Membros da SBI (Sociedade Brasileira de Infectologia) ressaltam que a vacina pode gerar reações adversas, que prejudicam especialmente idosos, gestantes e mulheres em fase de amamentação. Para o infectologista Jessé Alves, coordenador do comitê de medicina do viajante da Sociedade Brasileira de Infectologia, uma eventual vacinação em massa é uma medida arriscada. “Propor a vacinação para a parte do Brasil que não está em áreas consideradas de risco tem um impacto muito grande”, diz.
IDOSOS
Segundo Alves, testes feitos na região Norte da Argentina mostram que 60% das pessoas que sofreram efeitos colaterais da vacina tinham mais de 60 anos vacinados pela primeira vez. Como precaução, o idoso deve procurar seu médico antes de se submeter à vacina. A imunização também é contraindicada para crianças de até seis meses e para gestantes. Nas grávidas, ela só deve ocorrer se houver alto risco de transmissão, com a exposição em áreas do país com a doença.
(Folhapress)
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