A mensagem de abertura do Legislativo para 2017, ao contrário do que ocorreu nos anos anteriores, não foi lida pelo governador Simão Jatene (PSDB). Em seu lugar foi o vice-governador, Zequinha Marinho (PSC). A justificativa dada por ele é de que Jatene estaria em Brasília, a trabalho.
Na mensagem do governador, e lida por Marinho, muitas justificativas sobre o que deixou de ser feito e nada sobre as reais ações do Executivo para o ano que começa. Ao final da sessão, questionado pelos repórteres sobre o andamento das investigações relacionadas à chacina que ocorreu na Região Metropolitana de Belém há duas semanas, Marinho foi vago e declarou que informações sobre o ocorrido ainda estão sendo colhidas pelos órgãos de Segurança. Para o líder do PMDB Iran Lima, a ausência de Jatene teve a ver com a má recepção ao prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB), na abertura dos trabalhos da Câmara Municipal de Belém (CMB), um dia antes.
SEM CONTEÚDO
Para ele, a mensagem de Jatene não tem conteúdo, realizações ou perspectivas. “Não diz por que se investe cada vez menos em Segurança e Educação, ou mesmo sobre o fechamento de quase 70 escolas”, lamentou. “Mostra apenas que inicia o ano já pensando em encerrar o Governo”, diz, sobre a possibilidade de Jatene deixar o cargo em março do ano que vem para concorrer a uma vaga no Senado. Francisco Melo, o “Chicão” (PMDB) acredita que o governador não foi à Alepa por não ter justificativas sobre a inoperância do Governo. “A mensagem joga a culpa no cenário nacional, transferindo responsabilidades.
É lamentável ver o Estado sendo gerido dessa forma”, afirmou. Lélio Costa (PC do B), vê na postura de Jatene um governador que não quer diálogo com o parlamento. “Vivemos em um Estado paralelo, sem reação, onde se age como se nada está acontecendo”.
(Carolina Menezes/Diário do pará)
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