Pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e do Instituto Tecnológico Vale (ITV) apresentaram ontem, em Belém, o primeiro volume do projeto ”Flora das Cangas da Serra dos Carajás, Pará, Brasil”.
Desenvolvida desde 2015, a pesquisa será dividida em 3 volumes, com acesso pela revista eletrônica Rodriguésia. Em cada um deles, o leitor poderá conferir um estudo botânico sobre os campos ferruginosos da Floresta Nacional de Carajás.
Este volume traz descrições e ilustrações de 139 gêneros e 248 espécies da flora. Ao todo, serão descritas quase 600 espécies nas três publicações. O lançamento ocorreu no auditório do Campus de Pesquisa do Museu Goeldi. O estudo deve ser concluído em dezembro deste ano.
CONHECIMENTO
Um dos coordenadores do projeto, o botânico Pedro Viana, do MPEG, afirma que o objetivo é atualizar o conhecimento sobre as espécies da região, reunindo informações em um só lugar. Ele explica que o trabalho é resultado de coletas de campo, feitas pelos pesquisadores em Carajás e em outros pontos do Pará, levantamento bibliográfico e consulta a coleções botânicas de várias partes do mundo.
“O leitor vai encontrar informações sobre todas as espécies que ocorrem associadas à vegetação e campo rupestre”, diz.
A botânica Ana Maria Giulietti, do ITV, também coordenadora do projeto, ressalta que o trabalho é muito importante para a “Flora do Brasil 2020”. Trata-se de um dos compromissos do País na Convenção da Diversidade Biológica. Para a Amazônia também representa o preenchimento de uma lacuna, já que a única flora conhecida na região é da reserva Ducke.
(Pryscila Soares/Diário do Pará)
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