Centenas de funcionários públicos de várias áreas vão protestar, amanhã, para cobrar do prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho, algumas pautas comuns, entre elas a campanha salarial 2017. A manifestação está sendo organizada pelo Fórum dos Trabalhadores municipais de Belém, que convocou uma entrevista coletiva, ontem à tarde, para falar sobre o assunto com a imprensa.
Trabalhadores que atuam na área da saúde, educação e previdência social estão com seus vencimentos congelados desde 2015, segundo relatos dos representantes de seus respectivos sindicatos. “Exigiremos na manifestação que o prefeito receba os trabalhadores de todas as áreas do serviço municipal, para dialogar sobre a nossa campanha salarial e assédio moral sofrido pelos trabalhadores”, adianta o coordenador jurídico do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará (Sintepp), Maurilo Estumano.
Especificamente sobre os trabalhadores da Educação, Maurilo revela que eles estão sendo penalizados através de falta porque participam de mobilizações agendadas nacionalmente. “Isso caracteriza perseguição por parte do governo. Não temos como evitar a chamada nacional de mobilização dos professores, além de ser nosso direito lutar pela melhoria na Educação”, argumenta.
SUCATEAMENTO
O professor critica ainda a falta de investimento nas escolas públicas do município. “Vivemos um sucateamento da Educação. O governo está fechando escolas e abrindo presídios, como se tivesse esperando uma geração de criminosos. Há anos esperamos pela reforma da Escola Manuela de Freitas, em São Brás”, completa.
Localizada entre as avenidas Gentil Bitencourt e José Bonifácio, em Belém, a escola já ensaiou quatro tentativas de reformas, mas elas nunca foram concluídas, segundo o Sintepp.
A ameaça aos direitos dos trabalhadores municipais quanto ao direito à saúde, com a contratação de temporários ocupando cargos públicos, também é alvo de crítica dos servidores. “A gente se sente num completo abandono. Em várias secretarias estão colocadas pessoas sem qualificação e sem a preocupação com o servidor público”, completa o presidente da Associação dos Servidores do Ipamb, Jackson Pantoja.
O poder de compra do servidor público municipal está comprometido, com os atrasos recorrentes no pagamento do tíquete alimentação e do vale-transporte. “Todo mês é uma angústia, pois não sabemos se teremos ou não dinheiro para suprir a alimentação das nossas famílias. Nós estamos cansados dessa forma de fazer política”, desabafa Pantoja.
(Wal Sarges/Diário do Pará)
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