Cremação é um bairro de Belém que tem uma história rica. O nome que dá origem ao bairro surgiu com a implantação da Usina Crematória, em 1901, que servia para a incineração de lixo e de animais mortos. Antes, porém, a área onde fica o bairro já era habitada. A usina foi desativada e, no local, foi construída a praça Dalcídio Jurandir.

Problemas de saneamento na Cremação são alvos de reclamações dos moradores. (Foto: Daniel Costa/Diário do Pará)
Grandes empreendimentos comerciais e residenciais estão situados neste bairro. Morando há 45 anos na Cremação, a aposentada Clélia Martins, 77 anos, conta que o bairro passou por grandes transformações, muitas para melhor. Porém, segundo ela, vários moradores continuam sofrendo com os problemas sociais. Clélia lembra que quando foi morar na Cremação, o local era cheio de lama, mas era bem mais seguro do que é hoje. Apesar disso, ela afirma que já teve a oportunidade de morar em outro bairro de Beléme preferiu a Cremação. Natural do município de Monte Alegre, no Baixo Amazonas, o autônomo Jair Oliveira, 52, adotou o bairro da Cremação há 30 anos e, há 15, é um dos comerciantes que atuam na Praça Dalcídio Jurandir.

O logradouro onde o bairro começou, ainda hoje tem grande importância na Cremação. “Foi um senhor que me contou toda essa história do bairro e eu fiquei maravilhado com a possibilidade de compartilhar isso com as outras pessoas”, diz Jair.
PROBLEMAS
O orgulho, porém não o faz esquecer que as desigualdades e a marginalidade ganharam força também naquele bairro. Segundo ele, faltam políticas públicas no lugar. “Isso é falta de gestão pública. A Cremação é uma área central porque possibilita a gente de estar no centro a poucos metros de casa”, afirma. “Infelizmente, a falta de políticas sociais mancham a imagem do bairro”, opina.

(Wal Sarges/Diário do Pará)
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