Principal via que corta o Bairro de Águas Brancas, em Ananindeua, a Rua 2 de Junho já praticamente não oferece condições de tráfego. Mesmo diante da manhã ensolarada de ontem, lama e crateras tomavam conta do asfalto. Revoltados, moradores chegaram a interditar a pista no final da manhã.
Em decorrência dos buracos muito grandes, os ônibus que transitavam pela rua chegavam a ficar bastante inclinados. Há trechos em que os veículos pequenos já praticamente não têm condições de passar. Como se não bastasse, em alguns pontos da rua há grandes tubulações de concreto abandonadas.
Líder comunitário, o universitário João Batista, 40 anos, aponta que a situação da rua se agravou após o início de uma obra de saneamento. Antes das últimas Eleições Municipais – em outubro de 2016 -, tratores teriam sido usados para cavar parte da via, porém, as obras não foram encerradas. “O que a Prefeitura alega é que a empresa responsável pela obra abandonou o serviço. Mas ninguém resolve o problema”. João Batista conta que a rua dá acesso ao bairro e é por onde passam todas as linhas de ônibus que atendem a comunidade.
Habituado a fazer o trajeto todos os dias, o professor Lucivaldo Costa, 44 anos, conta que a situação piora quando chove. Os buracos e crateras ficam submersos e o percurso fica ainda mais perigoso. “Esses dias eu estava no ônibus e quando ele tava passando, parte do chão cedeu. Foi um desespero pra todo mundo”, lembra. Responsável pelo transporte de centenas de passageiros todos os dias, o rodoviário Frank Rodrigues, 53 anos, conta que os veículos ficam constantemente danificados em decorrência da falta de condições da via. “Esse Prefeito (Manoel Pioneiro) tá vendo a nossa situação e não faz absolutamente nada”.
Já o pedreiro Claudecir Alves, 41 anos, destaca outro grave problema: os assaltos. Os veículos precisam reduzir a velocidade por causa da buraqueira, o que facilita a abordagem de bandidos. “Essa situação é uma falta de respeito do Prefeito com a população”. Procurada, a Prefeitura de Ananindeua não se manifestou sobre as reclamações até o fechamento desta edição.
(Cintia Magno/Diário do Pará)
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