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Paraense é deportado após 20h em aeroporto inglês

Apenas uma parede separava o estudante Yan Gorayeb, 22, de sua irmã, a contadora Carolina Guzzo, 32, e do cunhado, o engenheiro civil Mário Guzzo, 42, dentro do aeroporto de Londres, na Inglaterra. Residente de Belém, o paraense deixou o Brasil na última

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Apenas uma parede separava o estudante Yan Gorayeb, 22, de sua irmã, a contadora Carolina Guzzo, 32, e do cunhado, o engenheiro civil Mário Guzzo, 42, dentro do aeroporto de Londres, na Inglaterra. Residente de Belém, o paraense deixou o Brasil na última terça-feira (14) com a esperança de realizar um sonho: estudar inglês e vivenciar a cultura do continente europeu. Mas, após passar mais de 20 horas detido no setor de imigração do aeroporto, Yan foi obrigado a voltar para casa por ter sido recusada a sua entrada naquele país.

INTERCÂMBIO

A chance de passar cinco meses no exterior surgiu de um convite da irmã de Yan. Ela, a filha de oito anos e o esposo se mudaram para a cidade de Swindon, no sudoeste do País, em julho de 2016, depois que o cunhado conseguiu visto de um ano para fazer mestrado.

Formado em Ciências da Computação e pós-graduado em Desenvolvimento de Sistemas, Yan estava trabalhando na época e, por isso, precisou adiar a viagem para este ano. A empresa na qual trabalhava fechou e ele acreditava que o planejamento feito antes de viajar seria suficiente para conseguir o visto. O jovem, contudo, se deparou com um processo bem mais rigoroso para ter a autorização. “Fomos um pouco negligentes por não buscar as informações corretas”, confessa, ao dizer que ter parentes morando ali não o ajudou a conseguir a liberação do visto como visitante.

A CHEGADA

Ao desembarcar em Londres na quinta (16), após escalas e conexões, Yan foi conduzido ao setor de imigração, onde passou por pelo menos cinco entrevistas com pessoas diferentes, a última à meia-noite do dia seguinte. Ele já estava pré-matriculado em uma escola de inglês de Swindon. Mas, durante a entrevista, descobriu o primeiro impedimento: a instituição não estava regularizada conforme os trâmites da imigração.

Apesar de não ter recebido o visto, Yan foi bem tratado pelas autoridades. Contudo, perdeu a passagem que estava paga para o seu retorno, no valor de R$ 2.300, que aconteceu mais cedo do que o previsto: ele embarcou de volta para o Brasil às 10h de sexta-feira.

Embora frustrado por não ter conseguido sequer ver a família que o esperava na área de desembarque, Yan quer uma nova chance. “Foi por um detalhe que não entrei. Vou procurar uma escola regularizada, já com todo o curso quitado e com a passagem de volta paga”, encerra.

RECOMENDAÇÕES

Advogado pós-graduado em Direito Internacional pela PUC/SP, Fernando Campos explica que, com o atual cenário internacional, com inúmeros casos de terrorismo e ameaças, é inevitável o aumento no protecionismo dos Estados. “Isso resulta em um reforço das fronteiras e maiores exigências com a imigração”, orienta.

Segundo ele, o turista e/ou estudante precisa preencher requisitos básicos para a estadia e seu futuro retorno ao país de origem, como por exemplo: um curso em andamento; emprego fixo; propriedades; família; data e passagem de retorno já em mãos. Outra recomendação é a possibilidade de comprovar que o turista/estudante possui condições de se manter no país que o recebe até a data de volta, com dinheiro suficiente para o período e acomodação já devidamente acertada antes da viagem.

(Pryscila Soares/Diário do Pará)

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