O mercado de trabalho formal para as mulheres não teve saldo positivo quanto a questão de admissões. Porém, o que ainda chamou atenção na pesquisa realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), é a desigualdade de gênero.
As análises feitas pelo DIEESE, com base em informações oficiais do Ministério do Trabalho, afirmam que mais de 302.158 desligamentos ocorreram em todo o ano de 2016 no Pará, gerando um saldo negativo de 39.869 postos de trabalhos. As admissões foram: 262.289.
Os 12 meses em questão, apresentaram recuo quanto a geração de empregos femininos com destaque para o setor comercial, que perdeu 4.703 postos de trabalhos, seguida do setor da construção civil com a perda 1.955 postos de trabalhos, indústria de transformação com saldo negativo de 985 postos de trabalhos; setor de serviços com queda de 726 postos de trabalhos formais; setor da agropecuária com saldo negativo de 168 postos de trabalhos; setor extrativo mineral com a perda de 27 postos de Trabalhos e da administração Pública com saldo negativo de 25 postos de trabalhos.
Apenas o setor de serviço da indústria de utilidade pública apresentou crescimento de empregos formais com saldo positivo de 60 postos de trabalho.
Das admissões formais femininas, de um total de 73.771 ocorridas em todo o Pará, mais da metade tinham escolaridade do nível médio completo ao superior completo. Porém mesmo com todo esse avanço, ainda existe a desigualdade gênero. Em alguns locais e setores de ocupação a diferença salarial pode chegar a 40% entre homens e mulheres exercendo o mesmo tipo de serviço.
(DOL)
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