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Empreendedorismo é com elas mesmo!

No Dia Internacional da Mulher, que é comemorado hoje, algumas paraenses se orgulham da conquista do seu próprio negócio no mercado de trabalho. Elas estão entre as cerca de 5,7 milhões de brasileiras empreendedorasNOVOS TEMPOSCintia Magnocintia.magno@dia

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No Dia Internacional da Mulher, que é comemorado hoje, algumas paraenses se orgulham da conquista do seu próprio negócio no mercado de trabalho. Elas estão entre as cerca de 5,7 milhões de brasileiras empreendedorasNOVOS TEMPOS
Cintia Magnocintia.magno@diariodopara.com.br

Comemorado hoje, o Dia Internacional da Mulher marca a luta feminina por igualdade de direitos no trabalho, além de outros setores da sociedade. Passados 40 anos da oficialização da data pela Organização das Nações Unidas (ONU), cresce o número de mulheres que tomam a frente dos negócios, apesar das dificuldades ainda existentes. A pesquisa mais recente do tipo, realizada pela Serasa Experian, aponta que, em 2015, o Brasil já contava com cerca 5,7 milhões de mulheres empreendedoras, o equivalente a 8% da população feminina do País.

A possibilidade de ser dona do próprio negócio chegou aos planos da empresária Bárbara Nunes, 25, quando ainda terminava a graduação de bacharelado em Direito. Encantada com o campo da educação, ela não titubeou em seguir o próprio instinto e empreender. “Eu tinha experiência no funcionalismo público, mas mesmo antes do fim da faculdade já me imaginava fora desse ambiente”.

LIBERDADE

Seguindo um caminho diferente do que habitualmente os graduandos em Direito perseguem, Bárbara decidiu se unir com os sócios para investir em um curso preparatório. Durante o início do processo, houve quem, por preocupação, a alertasse dos riscos de se iniciar um negócio. Hoje sócia diretora do curso Libbre Educacional, porém, ela não tem dúvidas da escolha feita anos atrás. “Uma das coisas que acredito que levam a mulher a empreender é a busca por valorização pessoal. Hoje eu me sinto muito livre e é o que me faz feliz no meu trabalho”, avalia.

Sem negar as dificuldades que as mulheres ainda são obrigadas a enfrentar nos diversos setores do mercado de trabalho, ela lembra que precisou vencer alguns desafios ao longo da carreira. Além de ser mulher, a pouca idade também foi motivo de certa resistência. “No início, eu enfrentei algumas situações de homens que tinham dificuldade de se sentir liderados por uma mulher jovem”, revela. “Mas temos de acreditar na gente para que possamos conquistar os nossos colaboradores”.

Foi acreditando no próprio potencial que a empresária Bela Rebelo, 32, decidiu buscar qualificação específica e dar início ao seu negócio em um pequeno espaço. O primeiro ramo trabalhado foi de unhas de acrigel, onde, além de fazer o procedimento, ela também era a responsável pelo atendimento ao público e administração do empreendimento. Foram necessários apenas três anos para que ela obtivesse condições de comprar o seu próprio espaço. “Eu tive um pouco de receio de já começar com um espaço grande. Então, iniciei devagar. Após três anos, eu já não tinha mais espaço para atender todas as minhas clientes”, revela.

PRESENÇA DIÁRIA

A mudança para o espaço que abriga atualmente o Miss Bela Estética possibilitou que os procedimentos oferecidos também se ampliassem. A dedicação ao trabalho e a responsabilidade intensificaram a rotina, mas Bela faz questão de estar presente constantemente no centro de estética. “Eu acordo às 6h, dou as coordenadas em casa e venho para cá. Só saio depois que fecha, às 22h. É cansativo, mas muito gratificante”, avalia, ao contar que concilia a administração do espaço com a realização de alguns procedimentos estéticos.

OS SEGREDOS SÃO: CORAGEM, PERSISTÊNCIA E DETERMINAÇÃO

Na vida da também empresária Vera Bessa, 51, a mudança na posição diante do mercado de trabalho surgiu das condições impostas pela vida. Servidora pública federal em outro Estado, ela precisou retornar ao Pará para dar suporte à família que estava com o patriarca doente. Diante da decisão, surgiu também uma pergunta: “Eu vou voltar para Belém, mas euvou fazer o que lá?”, recorda Vera.

Empreender foi a resposta obtida. Já certa de que gostaria de se manter na área do ensino, a empresária decidiu abrir uma franquia do Instituto Embelleze, que oferece cursos na área de beleza. A primeira unidade foi montada há dez anos. “Foi a primeira experiência. Tropeçamos muito, mas ajustamos o que precisava ajustar e deu certo”.

Ao longo da atuação, o empreendimento já recebeu cinco prêmios de melhor franquia do Brasil.

Hoje, além da primeira unidade, Vera mantém outras duas, sendo uma inaugurada neste ano no município de Ananindeua. Os planos são de continuar ampliando os negócios. “Antes, a gente observava que o marido ia montar o negócio para a mulher. Hoje vemos a mulher tomando a frente dessa decisão de querer empreender”, avalia Vera. “Eu tenho mais três irmãs e todas empreenderam. É uma geração de mulheres empreendedoras”, encerra.

(Cintia Magno/Diário do Pará)

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