Um ato, realizado na noite desta sexta-feira (10), em frente ao Mercado de São Brás, em Belém, pediu o fim da violência e da LGBTfobia. Os manifestantes fizeram um protesto pacífico.
Velas representando as vítimas fatais da violência, principalmente contra travestis e transexuais foram acesas.
Segundo Eduarda Lacerda, uma das coordenadoras do movimento, o ato pede celeridade em questões que envolvem o judiciário e o legislativo relativos a prática.
"Pedimos agilidade nos processos relacionados aos casos de lgbtfobia no Estado, além de encaminhamento dos projetos de leis existente tanto na Câmara dos Vereadores e na Assembleia Legislativa", disse.
Durante a manifestação, os ativistas do movimento LGBT lembraram as 25 vítimas fatais da LGBTfobia que perderam a vida só este ano no país, entre eles o caso mais recente da travesti Dandara ocorrida em Fortaleza, capital do Ceará. Ainda hoje, um caso semelhante ceifou a vida de uma pessoa no Rio Grande do Sul.
No ato foi feito o uso do microfone para alertar a sociedade sobre os riscos da LGBTFobia.
"Esta prática visa o nosso extermínio. Essa violência não é como qualquer outra, visa o nosso extermínio da sociedade e a sociedade não se indigna, ninguém chora pelas travestis. Ninguém chora pela travesti que morre, nem mesmo a própria família", discursou um dos manifestantes
AGENDA
Na próxima quinta-feira (16) haverá uma audiência pública na Câmara Municipal de Belém (CMB) que vai debater o aumento da violência a essas pessoas. O encontro será às 14h.
(DOL)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar