Para o Ministério Público do Pará, 2017 é um ano histórico. Pela primeira vez, um promotor de justiça será empossado como procurador-geral de Justiça do Estado, o cargo máximo da instituição. Ontem, em eleição realizada com a participação de 326 votantes, a lista tríplice foi definida. A votação, que ocorreu das 8h às 16h, teve como resultado 214 votos para César Bechara Nader Mattar Junior, 143 votos para Gilberto Valente Martins e 34 para Hamilton Nogueira Salame.
O governador do Estado terá 15 dias após o recebimento da lista, que será entregue a ele na próxima segunda-feira (13), para nomear um deles ao cargo. Caso não o faça, o mais votado será investido automaticamente, no exercício do mandato de dois anos.
Este ano, a eleição contou com outra novidade: a votação com urnas eletrônicas, as mesmas usadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). “Esse é um dia muito importante. O procurador-geral é o cargo máximo. É o gestor, o coordenador de despesas”, explicou o procurador de Justiça Manoel Santino Nascimento Junior, presidente da Comissão Eleitoral.
O promotor de Justiça Sérgio Tibúrcio dos Santos Silva, secretário da Comissão Eleitoral, avalia que desta forma o processo segue mais democrático à classe. “Este já era um anseio dos promotores: concorrer ao cargo máximo da instituição”, frisa.
Ele lembra que apenas cinco Estados no País ainda resistem à eleição de promotores, entre eles São Paulo. “O promotor eleito tem de fazer uma excelente administração. Ele será a quinta pessoa do Estado”, encerra.
5 na disputa
Cinco promotores se inscreveram para concorrer ao cargo de procurador-geral de Justiça: Acenildo Botelho Pontes, Gilberto Valente Martins, Hamilton Nogueira Salame, Jacirema Ferreira da Silva e Cunha e César Bechara Nader Mattar Junior. Foram 326 votantes no universo de 346 membros aptos a votar. Na urna eletrônica, foram 280 votos e 46 vieram do interior pelo correio.
(Roberta Paraense/Diário do Pará)
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