No Conjunto Helena Coutinho, nome dado em homenagem à mãe do prefeito de Belém - Zenaldo Coutinho - no bairro do Tenoné, o acúmulo de lixo agravou a situação já degradante de saneamento básico vivida pela população.
O local, na quadra 44, entre a SN-10 e quadra 41, onde a destinação irregular de lixo é feita, até vaso sanitário e sofás são encontrados. Além de entulhos, são também depositados sacos de lixo domésticos diariamente. Com a demora na coleta de lixo que Belém vive, os moradores da área relatam constantes problemas com o acúmulo de detritos na área.
Como se não bastasse a degradação da paisagem urbana, as pessoas ainda têm de suportar as consequências negativas do acúmulo de lixo, como o mau cheiro, aumento do número de ratos, baratas e criadouros do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. “A situação já não está boa, agora piorou. As crianças nem brincam aqui por causa do lixo”, conta a técnica de enfermagem, Daili Sousa, 35.

A comerciante Ivanilda Coutinho diz que vive doente desde que o lixão tomou conta do Tenoné (Foto: Wagner Santana/Diário do Pará)
Se já é difícil morar próximo a este ambiente, para a autônoma Ivanilda Coutinho, 55, a situação é bem mais desafiadora, pois, além de residir nos altos de uma casa da quadra 44, ela também trabalha com a venda de lanches no local. “Estou há uma semana doente: com febre, dor de cabeça. Ninguém aguenta tanta sujeira. Mas não sabemos a quem recorrer”, lamenta.
A ajudante de Ivanilda, Regina Célia, completa listando que no local são jogados irregularmente diversos objetos. “A gente encontra desde vaso sanitário usado até sofá velho”, dispara a ajudante de cozinha.
“A máquina raspa aqui e ali, mas não resolve o problema, que já é antigo e agora foi agravado com o problema do lixo. Tem um bueiro no canto da rua que já entupiu. O governo ou a prefeitura não procuram dar uma destinação a esse terreno que continua inabitado, só servindo de lixeiro”, relata o peixeiro João Melo, 52.
(Wal Sarges/Diário do Pará)
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