Por unanimidade, o projeto de resolução do vereador Igor Normando (PHS), que cria a Frente Parlamentar de Proteção do Patrimônio Histórico, foi aprovado na última segunda-feira (13), na Câmara Municipal de Belém. A ideia é juntar vereadores de todos os partidos representados na Casa para acompanhamento das políticas culturais, assim como incentivar a preservação do patrimônio de natureza material e imaterial.
Para isso, a frente deve se articular com órgãos do Executivo, Judiciário, demais casas legislativas e também com entidades empresariais, do terceiro setor e ONGs. “Vários locais da cidade estão abandonados. O patrimônio não se limita aos cartões postais. Precisamos oferecer opção de cultura e lazer que seja compatível à nossa história”, defende Igor Normando.
Flávio Nassar, professor da Faculdade de arquitetura e urbanismo da Universidade Federal do Pará (UFPA) e coordenador do Fórum Landi, explica que o centro histórico de Belém é um dos maiores do Brasil em termos de área tombada. “A situação geral do centro histórico é de muita degradação. Os patrimônios tombados e centro são os que estão mais arruinados”.
Quem mora no centro de onde Belém começou se entristece com o que vê. “São praças, prédios, casarões abandonados, sem nenhum cuidado do poder público”, lamenta Elias da Rocha, 70, comerciante e morador do bairro da Cidade Velha.
(Michelle Daniel/Diário do Pará)
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