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Moradores voltam a fechar aterro sanitário

Moradores de Marituba, na Região Metropolitana de Belém, voltaram a interditar a entrada para o aterro sanitário localizado no município, que recebe o lixo da Região Metropolitana de Belém. A população voltou a montar acampamento na porta, impedindo a ent

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Moradores de Marituba, na Região Metropolitana de Belém, voltaram a interditar a entrada para o aterro sanitário localizado no município, que recebe o lixo da Região Metropolitana de Belém. A população voltou a montar acampamento na porta, impedindo a entrada de veículos, em um movimento igual ao realizado no começo do mês, que deixou a cidade tomada por lixo.

A decisão de realizar nova interdição foi tomada na noite de terça-feira (16), durante uma assembleia dos moradores. "Ontem nós fomos debater sobre nossas próximas ações nesta questão do lixão, mas acabou surgindo a questão da omissão do poder público para dar fim ao local, o que causou grande insatisfação dos moradores do entorno, que decidiram não esperar mais e pressionar um novo canal de diálogo, fechando novamente a entrada do aterro", afirmou Hélio Oliveira, representante do Fórum de Entidades contra o Aterro de Marituba. "Algumas pessoas começaram a chegar no local ainda na noite de ontem, montando acampamento. Já há um bom número no local, fechando tudo".

Cerca de 30 pessoas estão acampadas na frente do local, onde foi montada uma barricada com galhos e outros materiais. Os manifestantes reclamam que nos últimos dias, diversos serviços forma prejudicados pela presença do aterro, como estudantes que vomitavam enquanto assistiam aulas e mesmo pacientes de hospitais sofrendo com o forte odor exalado pelo local.

Veja imagens de como Belém ficou tomada por lixo

Moradores montaram uma barricada para impedir o acesso ao aterro. (Foto: Roberta Paraense/Diário do Pará)

Segundo Hélio, a nova interdição é resultado de uma série de fatores, incluindo a permanência dos transtornos causados pelo aterro e a falta de iniciativa das prefeituras envolvidas e do Estado para encontrar uma solução para o caso. "De duas semanas para cá, não houve evolução. O odor ainda é insuportável, afetando até as aulas na cidade. Estava prevista para ontem uma força tarefa para iniciar o trabalho no local, mas apenas a prefeitura de Marituba enviou dois médicos, o que foi insuficiente. O Governo do Estado, que deveria ser um mediador entre as prefeituras, não se fez presente. Nem mesmo o poder palarmentar foi respeitado pela empresa, com os vereadores parados na porta", continuou Hélio. "Uma série de desrespeitos pela empresa e descaso do poder público que está afetando toda a população. A população resolveu forçar uma ação".

No último protesto, o fechamento do aterro deixou a Região Metropolitana de Belém tomada por lixo. (Foto: Daniel Costa/Diário do Pará)

A interdição do aterro ocorre ainda sem previsão para encerrar. Além do protesto na porta do local, estão agendadas uma audiência pública sobre o caso para o próximo dia 20, na Câmara Municipal de Marituba, e um ato público no dia 22, com concentração na Praça Matriz de Marituba.

A Guamá Tratamentos de Resíduos, empresa que gerencia o aterro em Marituba, enviou nota ao DOL em que diz que repudia veementemente o fechamento do local, ainda que temporariamente. "Esta medida vai contra os interesses da população de toda a região metropolitana, pois pode acarretar em nova suspensão da coleta de lixo nos três municípios atendidos. A empresa reitera que está em intenso ritmo de obras, com trabalhadores operando 24 horas, e está empenhando todos os recursos técnicos e financeiros com o objetivo de sanar o problema de odor e realizar as melhorias definidas em conjunto com a comunidade, Ministério Público e diversas Secretarias Municipais, além da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS), ressaltando ainda que as restrições causadas pela manifestação prejudicam as ações e benfeitorias que estão sendo realizadas no empreendimento".

O DOL entrou em contato com a Prefeitura de Belém e aguarda posicionamento.

(DOL)

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