plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 23°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Babá: dicas de como fazer uma boa escolha

Sem experiência com criança, a cirurgiã dentista Tatiany Menezes, 40 anos, procurou o auxílio de uma babá para cuidar do seu primeiro filho, Vitor Augusto, 10. A funcionária não ficou muito tempo em sua casa, pois precisou voltar ao interior. Foi então, q

twitter Google News

Sem experiência com criança, a cirurgiã dentista Tatiany Menezes, 40 anos, procurou o auxílio de uma babá para cuidar do seu primeiro filho, Vitor Augusto, 10. A funcionária não ficou muito tempo em sua casa, pois precisou voltar ao interior. Foi então, que Liliane Gama, 39, foi indicada à família. A afeição foi imediata. Hoje, a relação de parceria já dura 9 anos.

Liliane nunca tinha trabalhado como babá, mas demonstrou confiança e boa vontade para lidar com os pequenos. “Ela tinha sido apenas doméstica, mas estava disposta a aprender”, recorda a dentista, que teve outra filha, Eduarda, 5. “Ela saiu da maternidade e veio direto para o meu colo”, relembra a babá, que afirma que cuida dos pequenos como se fossem seus filhos. “Nossa relação é tão boa, que as crianças tomam bênção dela também”, diz Tatiany.

Mesmo com a afinidade, as obrigações da babá são acompanhadas por Tatiany e pelo marido, o cirurgião dentista Silvio Menezes. Ela sai de casa com os meninos sempre acompanhada da mãe e não administra o remédio sem consultar os pais. “O que ela faz liga informando”, conta a patroa.

A família tem outra funcionária, para Liliane cuidar apenas dos pequenos. Ela segue uma lista de horários e dá atenção na hora de fazer as atividades de escola. A babá tem uniforme, porém a patroa a deixa à vontade e acredita no seu bom senso. “Ela não usa roupas indiscretas, não fica no celular toda hora. Tem responsabilidade”, elogia Tatiany, deixando claro que assina a carteira. “Para trabalhar com criança, tem de ter amor, dedicação e respeito por todos da casa”,resume Liliane.

CAPACITAS

O relacionamento entre patroa e babá nem sem sempre é harmonioso. A perita criminal Lucila Almeida, 37, já ouviu várias histórias ruins e foi criteriosa na escolha. “Minhas amigas relatavam que elas ficavam no celular, na TV e ignoravam as crianças”, diz. Com isso, após o nascimento do seu primeiro filho, Mauricio, de 1 ano e 8 meses, ela escolheu Helena Soares, 27, que já era sua doméstica há 2 anos. A babá é técnica de enfermagem, com capacitação em neo-obstetrícia. “Ela tem conhecimento”, conta Lucila.

Helena, mesmo antes não tendo trabalhando como babá, cuidava de seus sobrinhos e afirma que ama crianças. “Já estou aqui há 4 anos. Temos respeito uma pela outra”, comenta. A patroa aprecia que a babá passe ao seu filho atividades lúdicas e apoia o seu crescimento profissional. “Eu incentivo que ela faça o curso superior, pois o meu filho vai crescer”, finaliza.


ESCOLHA

A pós-doutora em psicologia da educação Ivany Pinto considera esta relação de trabalho cheia de desafios. “É difícil. A babá está na casa do patrão. Sabe seus conflitos. Por isso, é uma profissão que requer respeito e confiança”, explica. O comportamento da funcionária deve ser imparcial. Ela não deve tomar partido entre pai e mãe na hora de cuidar da criança, pois é comum a babá receber duas ordens. Para atuar na profissão, Ivany diz que é imprescindível ter paciência, responsabilidade e, principalmente, senso crítico, para não expor os pequenos a riscos.

Antes de colocar alguém para cuidar das crianças, é preciso pedir referências. A psicóloga garante que a aparência pode ajudar na escolha de uma babá. “Considere uma pessoa higiênica, que se vista apropriada ao trabalho”. A especialista recomenda o uso de uniforme e alerta que não é futilidade, e sim cuidado. O patrão também tem suas obrigações. “Ele deve acompanhar as atividades e valorizar quem cuida de seu bem maior: seus filhos”, resume Ivany.

Para colocar uma pessoa com o perfil desejado, os pais podem recorrer à agência de babás. Larissa Dias é proprietária de uma franquia em Belém desde 2008. Ela explica que a empresa disponibiliza aos clientes candidatas conforme a idade, disponibilidade de horário, experiência e facilidade de condução, escolhida pelo patrão. A firma não recruta homens, pois não há procura por babás do sexo masculino. Na agência, as candidatas passam por um processo de seleção: antecedentes criminais, referências de empregos anteriores e avaliação psicológica. “Elas também fazem um curso de formação com nutricionista, enfermeira, psicóloga e fisioterapeuta”, explica Larissa.


PARA ENTENDER

NA HORA DE CONTRATAR O QUE OS PAIS DEVEM ANALISAR?

Se a pessoa tem boa higienel Repare se candidata usa roupas adequadas para o ambiente de trabalho.l Peça referências de outras famílias: não ligue. Vá à casa para confirmar a veracidade da indicação.l Converse com a candidata. Procure saber se ela tem filhos, se tem um bom relacionamento com crianças e se gosta da profissão.l Confiança, pontualidade e eficiência são qualidades fundamentais: analise se a candidata chega à entrevista na hora marcada e com os documentos e endereço das referências.

JÁ CONTRATOU? O QUE FAZER?

Supervisione o trabalho. Fique uma manhã ou tarde em casa para ver a rotina da funcionária.

Procure conversar sempre. Saber das necessidades dela dentro da sua casa, as dificuldades com o seu filho.

Crie uma lista de tarefas e horários

CONTRATAÇÃO PELA AGÊNCIA

Requisitos para ser babá de agência: 18 anos, referência em carteira, ter todos os documentos pessoais e passar pelos processos de seleção da agência. Não há idade máxima. Ter disponibilidade para hora extra, que possa, eventualmente, dormir no emprego e viajar com a família.

Escolha: há um banco de cadastro. O cliente dá o perfil e a agência seleciona a candidata, conforme a preferência.

Custo para contratar a agência: 600 reais - direito a 1 contratação + 2 trocas no prazo de 3 meses.

Salários e diária: a diária de uma babá ou diarista do lar fica custa em média de 80 reais. A remuneração por contrato é de 1 salário mínimo + hora extras + extras (viagens, adicional noturno).

Direito: Qualquer empregado doméstico tem direito a registro em carteira de trabalho, INSS, FGTS, férias e horas extras. O cadastro precisa ser feito pelo site eSocial , que contém guias para recolher os impostos, modelos de contrato.

(Roberta Paraense/Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!